segunda-feira, 19 de maio de 2008

Luto no Rio Vermelho - Dinha e Zélia, Personagens, que marcaram


Quem nunca ouviu falar em Dinha do Acarajé ou de Zélia Gattai ? Personagens do Rio Vermelho, bairro da capital baiana que ganhou fama como reduto da boemia. A Bahia de tantas histórias, perdeu duas figuras ilustres. A perda de dois de seus cartões postais da terra maravilhosa, que nos deu Glauber, Caetano, Gil e tantos outros nomes importantíssimos de nossa cultura - fora os anônimos baianos que a gente conhece por aí e logo se apaixona.


A sorridente Lindinalva Assis tornou-se uma figura símbolo. Mais conhecida como Dinha, a baiana de acarajé começou a trabalhar aos 7 anos de idade, como ajudante da avó, Ubaldina, três anos após a morte da mãe, Rute. Ubaldina escolheu, em 1944, o Largo de Santana para montar o primeiro tabuleiro da família Assis. Aos 10 anos, com a doença da avó, Dinha assumiu o posto, e durante quatro décadas se tornou uma das figuras mais famosas do folclore baiano. Dinha se orgulhava de ter criado os oito filhos com a renda do acarajé. Ela chegava a vender cerca de 700 bolinhos por dia, sempre com um sorriso no rosto. A baiana do acarajé é uma herança do candomblé. Antigamente, dentro dos preceitos como filhas-de-santo, elas saiam para mercar de porta em porta, em pregões noturnos pelas ruas de Salvador. De tabuleiro na cabeça, soltavam a voz para que as pessoas dentro das casas pudessem ouvi-las.


A poucos metros ali na Rua Alagoinhas do mesmo bairro – Jorge vai recebê-la de braços abertos no céu – disse o cantor e compositor Dorival Caymmi ao ser comunicado do falecimento da amiga Zélia Gattai Amado, segundo a neta Stella Caymmi. A escritora paulista, autora de Anarquistas, graças a Deus, morreu aos 91 anos, em razão de parada respiratória.


Zélia Gattai estava internada no Hospital da Bahia desde o dia 16 de abril, em recuperação de uma cirurgia para debelar um câncer no intestino. Seu corpo foi cremado na tarde de ontem, no cemitério Jardim da Saudade. As cinzas de Zélia serão depositadas na mesma árvore, na casa do Rio Vermelho, onde foram colocadas as de seu marido Jorge Amado, morto em 2001.
– Em 56 anos de convivência, nunca haviam passado tanto tempo distantes. Eles agora estão de mãos dadas, juntos – garantia a familiares e amigos.


Reza a lenda ter sido Dorival Caymmi o cupido que promoveu a aproximação entre Jorge Amado e Zélia Gattai. A pedido do escritor baiano, ele cantara para ela a canção Acontece que eu sou baiano ("Há tanta mulher no mundo/Só não casa quem não quer /Porque é que eu vim de longe/Pra gostar dessa mulher?"). Assim teria começado o romance em 1945. A partir daí, o casal se tornaria uma referência nacional e viveria junto até a morte de Jorge Amado, em 2001.
Zélia seria a companheira inseparável, acompanhando o escritor em viagens e sendo responsável em datilografar os originais de Jorge Amado, com quem teve os filhos João Jorge e Paloma. Mas Zélia tinha luz própria e se tornaria também escritora de sucesso, contando a saga dos imigrantes italianos no Brasil em Anarquistas, graças a Deus, lançado em 1979.


Zélia escreveu mais 13 títulos, desde memórias, livros infantis ao romance Crônica de uma namorada. Eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL), tomaria posse, em 2002, da cadeira 23 que fora ocupada por seu amado Jorge, José de Alencar e Machado de Assis. Zélia foi um símbolo da força, da doçura e perseverança da mulher brasileira.

sábado, 19 de abril de 2008

ISABELLA NARDONI

O episódio da morte da menina Isabella Oliveira Nardoni, de 5 anos, que está comovendo o país, é um desses casos policiais repletos de mistérios e que pode até ter um final surpreendente. A partir da história contada pelo pai e pela madrasta da menina à polícia, as suspeitas se voltaram justamente contra o casal, especialmente o pai: segundo o relato, ele teria subido para o apartamento com Isabella já adormecida, colocado ela na cama, trancado a porta e retornado para a garagem a fim de ajudar sua mulher a subir com os dois filhos do casal, meio-irmãos da garota.

Quando enfim os dois voltaram ao apartamento com as crianças, a porta estaria aberta, a luz do quarto dos irmãos de Isabella acesa, e a rede de proteção, cortada. Por ali a menina teria sido jogada para a morte. Uma série de indícios, porém, colocaram em xeque a versão do pai e da madrasta: havia vestígios de sangue no apartamento, Isabella parece ter morrido por asfixia e quebrou apenas um pulso na queda.

A soma dos indícios sem dúvida pode levar o público a desconfiar da história contada pelo pai e pela madrasta da criança morta, mas não pode de maneira alguma permitir que os responsáveis pela publicação das reportagens sobre o caso tratem o casal como culpados ou mesmo suspeitos em um momento tão inicial das investigações.

Condenado a priori - Quando estourou o caso da Escola Base, hoje um exemplo estudado nas faculdades sobre o que não deve ser feito em matéria de jornalismo policial, um único jornal desconfiou da história e se recusou a dar uma linha sobre a cascata. Quando o caso foi elucidado e a inocência dos donos da escola restou provada, houve quem sugerisse que o hoje, extinto Diário Popular recebesse, naquele ano, o Prêmio Esso de Jornalismo pela não publicação das matérias.
Tempos depois, o Diário Popular foi vendido para as Organizações Globo e mudou de nome para Diário de S.Paulo. Pelo visto, mudou também de caráter. Sobre este fato configura um verdadeiro crime contra o bom jornalismo.

Não se trata aqui de defender o pai de Isabella – ele pode até ser culpado pela morte da filha –, mas de constatar que a capa do Diário fere os princípios mais básicos da ética jornalística e da presunção da inocência.

Um cínico pode alegar que tudo que está na manchete do jornal é verdadeiro, o Diário não veiculou informação falsa nem acusou prematuramente o pai de Isabella de assassinato. Sim, e provavelmente esta capa passou pelo departamento jurídico do jornal para avaliar se ela poderia ser objeto de processo. A manchete certamente também cumpriu o objetivo de fazer o jornal vender mais. Os responsáveis pela publicação sabem, também, que esta manchete destruiu a reputação do pai de Isabella. No caso do Diário de S.Paulo, foi condenado e exposto com requintes de crueldade.

É bom ler o jornal, mas é melhor saber o que pensa o dono do jornal. Por que ele quer que a gente leia determinada notícia? Muitas vezes informa-se o que se quer informar, o que é conveniente informar. Uma boa estratégia para enfrentar esta situação é, além de conhecer a fonte da informação, variar, ouvir o que os outros, se existirem, têm a dizer. Tão importante quanto a informação em si mesma, é o conhecimento de sua fonte. Isto foi a primeira lição que aprendi na universidade. Conheço muita gente que lê somente um determinado jornal, compra somente uma determinada revista, ouve somente determinada emissora de rádio, assiste somente determinado canal de TV...e pensa que está bem informada. Será que os donos desses veículos de comunicação têm algo em comum? E o que seria? Você já pensou sobre isso?

Sabemos que a imprensa, ajuda e está ajudando muito na apuração das investigações, mais não façam o uso da inocente das imagens menina como, produto de marketing ou de meio de propaganda. Eis aqui quem fala, um jornalista que respeita e muito os valores éticos da profissão e o principal a FAMÍLIA em todo o aspecto.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

DENGUE – O Brasil em alerta



Como no início da epidemia de dengue no Rio de Janeiro, ainda são angustiantes as dúvidas da população acerca dos motivos que levaram ao colapso da saúde de cariocas e fluminenses. Perigo este que espalha pelas grandes Capitais. O descompasso entre poder público e metas de um plano de saúde preventivo se reflete na omissão e nos erros de governantes.

A dengue é hoje um dos males mais bem compartilhados do Rio. Atinge pobres e ricos. Até certo ponto, tornou-se comum entre classes mais ou menos abastadas, mais ou menos favorecidas. A doença é identificada principalmente em núcleos urbanos e rurais mais empobrecidos. Por conseqüência, são os pobres os mais atingidos e suscetíveis à doença. E é, neste retorno da dengue, a fatia pobre da cidade que volta a ser a mais prejudicada em meio aos temores.

O roteiro é, infelizmente, previsível. Quando os ricos adoecem, recorrem a hospitais particulares, onde contam com estrutura e equipe quase sempre suficientes. Não é a realidade, porém, da maior parte das vítimas, das quais muitas vieram a falecer em leitos públicos.

Está-se diante de sucessivos exemplos do deboche protagonizados pelo poder público. A omissão foi só parcialmente aplacada pela força-tarefa instalada para enfrentar a doença, constituída pelos governos federal e estadual, com o apoio dos militares. No curto prazo, deverá cumprir sua função – pelo menos é o que desejam os fluminenses. A vitória não eliminará, porém, as evidências de uma outra omissão: aquela que transforma em martírio permanente a vida de multidões de pacientes que precisam recorrer à rede pública de saúde no Rio.

Um exercício de imaginação permite pensar se o estado de coisas atual se repetiria caso a maior parcela de atingidos pela dengue fosse formada pelos mais endinheirados. Mais ainda, se estes precisassem recorrer aos hospitais públicos para pedir socorro contra a doença. Seria previsível uma resposta mais enérgica para corrigir incongruências injustificáveis da rede de saúde. Ou assistiríamos a um crime culposo de semelhante origem como o acobertado pelas autoridades locais se a população atingida fosse essencialmente a de maior poder aquisitivo?

Não é de hoje que os cariocas, especialmente os cariocas pobres, convivem com as deficiências dos hospitais e postos de saúde públicos. Neles, faltam remédios, faltam leitos, faltam materiais e equipamentos, faltam médicos, falta tudo. Ainda que tais carências sejam compensadas pela tentativa do governo estadual, continuam presentes as cenas habituais de desespero de doentes, de filas intermináveis e da escolha dos médicos para quem vai ou não ser atendido.

Os prejuízos decorrentes do avanço da dengue são incalculáveis. Custam vidas e dinheiro. O turismo, por exemplo, já está sofrendo perdas consideráveis.Que a sociedade se empenhe urgentemente na união em nome da vida no Rio. Trata-se da única via para fazer justiça e incriminar a quem se deve: as autoridades.

Evite esse mal, faça a sua parte e proteja-se!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Projeto "Uma Vida, Uma Árvore"




A recém-nascida Clara Izabele Gonçalves da Silva ainda não entende o significado de fenômenos como buraco na camada de ozônio, o efeito estufa e o desmatamento, mas conseguiu dar a sua contribuição para a preservação do meio ambiente. Com seu nascimento, mais uma árvore foi plantada no parque Nossa Senhora da Piedade, bairro Araão Reis, região Norte de Belo Horizonte. A muda de ipê-branco foi batizada com o nome da criança, que assim como seus pais poderá acompanhar, por toda a vida, o crescimento da árvore.

O plantio da árvore foi o primeiro dentro do programa "Uma Vida, Uma Árvore", que já vigora desde janeiro. Anualmente, nascem cerca de 36 mil crianças na capital. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, somente no mês de janeiro, foram contabilizadas 2.640 adesões ao programa. A pretensão da Prefeitura é semear, até o fim do ano, 30 mil arbustos, de aproximadamente 80 espécies nativas da região, como jacarandá, jequitibá, pau -brasil e ipês de variadas cores. A média de nascimentos na capital é de 34 mil por ano.

A iniciativa tem como objetivo plantar uma árvore para cada criança registrada na capital, nos parques e áreas verdes da cidade. Para que a idéia siga em frente, basta que os pais de recém nascidos preencham uma ficha de adesão à disposição nos cartórios de registro civil que participam do projeto. Depois ele recebe um número e um certificado. Após o plantio, a prefeitura envia aos pais ou responsáveis informações sobre onde está localizada a muda que recebeu o nome da criança.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Fraternidade e defesa da vida...


A Campanha da Fraternidade de 2008 já tem tema: “Fraternidade e defesa da vida”; e o lema é: “escolhe, pois, a vida”. A preocupação da Campanha deste ano é chamar a atenção de todos os brasileiros para as grandes ameaças que a vida humana vem sofrendo nos últimos tempos, como o aborto, a violência, a pobreza e a eutanásia, e para a indiferença com que essas agressões estão sendo tratadas.

Nas suas múltiplas formas e manifestações, a vida é um bem impagável e indisponível; cada ser vivo manifesta, à sua maneira, a sabedoria e a insondável providência de Deus Criador. Não criamos a vida, mas temos o tremendo poder de destruí-la; e a destruição da vida pelo descuido e a imprudência humanas, ou pela ganância sistemática e cega, é ofensa ao Criador.

Muitas formas de agressão ao ambiente, bem como a interferência leviana na natureza dos organismos vivos, coloca em sério risco a existência da muitos seres vivos, vegetais ou animais. Vem ao caso de perguntar: que tipo de mundo e ambiente estamos preparando para as gerações que virão depois de nós?

VER, JULGAR e AGIR, esta é a grande questão posta pela Campanha da Fraternidade de 2008, que será ocasião para refletir sobre a complexa problemática que atinge a vida sobre a terra, em especial, a vida humana. Está em jogo o futuro da vida na Terra, nossa casa comum, e de todos os seus habitantes. Uma solução responsável só poderá ser solidária e fraterna, no pleno respeito ao desígnio de Deus Criador e Senhor da vida.

O encontro com Cristo é o ponto de partida para reconhecer plenamente a sacralidade da vida e a dignidade da pessoa humana, mas esse reconhecimento não é exclusivo às pessoas de fé. Todo ser humano traz, em seu coração, o desejo de ter essa sacralidade e essa dignidade reconhecidas. Assim, com esperança e alegria renovadas, nos lançamos mais uma vez à defesa da vida, cientes que essa é uma luta pessoal e social contra uma cultura de morte que se infiltra no coração das pessoas e contra as estruturas injustas que objetivamente trazem a morte a nós brasileiros e a nossos irmãos latino-americanos.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

De quem é a voz da chamada a cobrar ?


A dona da voz é a locutora paulista Patrícia Godoy. Toda vez que você liga para alguém a cobrar, ouve a mensagem ‘chamada a cobrar: diga seu nome e a cidade de onde está falando’. Quem está do outro lado da linha, recebendo a ligação ouve ‘chamada a cobrar: para aceitá-la, continue na linha após a identificação’.
As duas mensagens foram gravadas com a voz de Patrícia, que você vê na foto ao lado. Apesar de ser formada em piano clássico, educação física e laboratórios médicos, Patrícia trabalha como atriz desde os 15 anos, quando começou a fazer comerciais, gravar jingles e dublar vozes. A dona da voz também já fez novelas e apresentou telejornais no SBT.


Agora sua principal ocupação é como locutora de comerciais. ‘Meus amigos já até sabem quando um comercial tem a minha voz’, diz. A chamada a cobrar automática (com a discagem do 9 na frente do número) existe no Brasil desde 1984. Antes, dava um trabalhão: o usuário tinha que ligar para a telefonista, que então fazia a ligação. Hoje, quando alguém recebe uma chamada a cobrar, tem seis segundos para decidir se a aceita ou não – é nesse intervalo que entra a mensagem com a voz da locutora. Depois desse período, a ligação começa automaticamente a ser cobrada. Fonte: Revista Mundo Estranho.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Acabou o Carnaval...




Ufa! Acabou o carnaval. Mas depois de sete anos, este foi um carnaval diferente. Em Belo Horizonte, em casa! Nublado e chuvoso. E foi muito bom e tranqüilo, com a família em parte e direito de fazer certas coisas que não fazemos durante o ano, como limpar e tirar poeira de minha biblioteca e outras coisas que as vezes não valorizamos como deveríamos. Deu trabalho, mas eu sobrevivi. E consegui estar de volta inteiro - o que é melhor.

Foram sete carnavais atrás do trio elétrico e da emoção de passar na Bahia, mais propriamente em Salvador, o melhor carnaval do Planeta. E como bom “chicleteiro”, “Eu fui atrás de um caminhão, Fazer meu carnaval, e o carnaval é feito no coração, Meu bem, Chiclete é emoção! Eu sei naquele ano eu me tornei Camaleão...Encontrei o meu amor na cidade Salvador, Tão romântica, tão histórica e o Bonfim abençoou”...


Saudades....

E começa oficialmente, quase ao mesmo tempo que o ano novo chinês, o ano novo baiano. Isso é o que dizem por aqui e por outros tantos lugares Brasil afora. O fato é que isso não é nem verdade e nem mentira. Claro que o ano começou, de fato, no dia 1º/01, mas vai pegando no tranco, pegando no tranco, até que na quarta-feira de cinzas, ao meio-dia, o ano novo engata a primeira marcha e segue a todo o vapor. Então, baiano ou não, feliz ano novo pra você também!


E começamos novamente... Segunda feira !!!