sábado, 7 de março de 2009

O que é a Esquizofrenia


Uma das doenças psicológicas mais comuns entre as pessoas é a Esquizofrenia, trata-se de um conjunto de delírios mentais que resultam em constantes crises. A doença pode atingir homens e mulheres na mesma proporção.

Diferentes motivos podem ser responsáveis pela esquizofrenia, a maior parte deles está relacionada aos genes. Há também quem desenvolva a doença devido alguma frustração que possa ter vivenciado. Episódios traumatizantes sempre podem piorar o quadro.

O esquizofrênico possui temperamento explosivo e vulnerável, ou seja, a qualquer momento ele pode sofre uma crise. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, mais chances de cura haverá. Há muitas polêmicas que envolvem esse mal, principalmente com o que diz respeito a inteligência. Muitas personalidades intelectuais sofriam de Esquizofrenia, como é o caso de Van Gogh e John Nash.

“Aqui louco varrido não vai para debaixo do tapete”. A novela das oito havia começado e, de relance, enxerguei a frase escrita em uma plaquinha na porta do “consultório” do personagem de Stênio Garcia, o psiquiatra "Doutor Castanho". Puxa, a reforma psiquiátrica em horário nobre? Quis saber mais.

Glória Perez (a autora de Caminhos das Índias) é hábil no merchandising social. Assim, trouxe para a novela a esquizofrenia, e os problemas dos doentes e das famílias de pessoas que convivem com a doença fora dos hospícios. Vinte anos depois do início do movimento pela reforma no País, chegou a sua casa o debate sobre substituição das internações em grandes hospitais psiquiátricos pelo atendimento –e acolhimento - dos doentes em Centros de Atenção Psicossocial, hospitais dias, e pela família. Para integrantes da luta contra os manicômios, mais um passo contra os estigma que atormenta as pessoas que vivem com transtornos mentais.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Jesus e Madalena


Três horas da Madrugada...

Jesus ia só pela calçada,
ia calado, não dizia nada,
quando de repente
surge à sua frente
com a sua têz morena
a figura da eterna Madalena.

- Jesus: disse-lhe ela,

- ainda é tão cedo;
vamos tomar uma pinga no boteco do Alfredo?

- Como não ? ... - disse Jesus

com um olho fechado e outro aberto
- se tão feliz me sinto, quando te sinto perto...

E na encruzilhada do destino
as duas sombras se perderam...

E entre as luzes dos cabarés
as duas almas se aqueceram...

Madalena, com os olhos transbordantes de luz
encostou os lábios nos lábios de Jesus.

Madalena dançou um samba, um maxixe
e cantou em dupla com Jesus a "Boneca de Piche"

e Jesus dançou um tango
com os passos lentos de um orangotango.

Mas a festa acabou
e alguem perguntou:

-Quem são aqueles ?

-Ora, não sabeis ?

Ela é Madalena, a modista.

e ele Jesus de Souza Batista,

Cirugião-Dentista.

(Homenagem ao meu avô Orlando Milanez)

O sexo é sagrado


O sexo é sagrado
o sexo é sagrado,
como salgadas são as gotas do suor
que brotam dos meus poros
e encharcam nossas peles.
A noite é meu templo

onde me torno uma deusa enloquecida

sentindo teus pelos sobre minha pele.

Neste instante já não sou nada,

somente corpo,

boca,

pele,

pêlos,

línguas,

bocas.

E a vida brota da semente,

dos poucos segundos de êxtase.

Tuas mãos como um brinquedo

passeiam pelo meu corpo.

Não revelam segredos

desvendam apenas o pudor do mundo,

descobrem a febre dos animais.

Então nos tornamos um

ao mesmo tempo em que

a escuridão explode em festa.

A noite amanhece sem versos,

com a música do seu hálito ofegante.

O sol brota dentro de mim.

Breves segundos.

Por alguns instantes dispo-me do sofrimento.

Eu fui Feliz...

(Escrito por mim Geraldo Félix de A. Junior em Agosto de 2000).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os Afrodescendentes na TV


Aqui, como lá, a diferença social traz o preconceito revelado com anos de escravatura. O primeiro anúncio da propaganda brasileira descreve um feitor procurando "um negro fugidio, de bunda grande". Outros eram identificados por furos, cortes e cicatrizes no rosto, o que caracterizou essa irracionalidade do mundo. Nos jornais de 1850, aparece "vende-se uma preta cozinheira de forno e fogão, boa lavadeira e mascata". Outras "pretas" eram alugadas para amamentar. Vendiam o néctar da vida que a senhorinha não tinha...


No universo da indústria cultural onde predomina o olho azul e a pele clara, o branco, os atores cor de chocolate, colored, ou protagonistas do cinema feijoada (iniciativa da associação de diretores e atores negros) são eternamente figurantes, pano de fundo, que pontuam a solidariedade, no estar por trás, para ser verdadeira a vida da cena. Embaixadores da dor silenciosa, capacidade camaleônica de renovação de personagens, escravos, capangas ou políticos corrupto são referências episódicas.


E aquele sem números de rostos conhecidos, sem identificação nos créditos, que promovem a verossimilhança nas novelas com ambientação rural, na escravidão ou favela? Ainda estão sem o reconhecimento das empresas produtoras e não garantem lugar no mercado de trabalho. Outros são humilhados nos programas de humor. Sem citar a geração deserdada dos atores desaparecidos.



CRÔNICA:


Os Afrodescendentes no Rede Bahia Revista

Chama a atenção o fato de não chamar a atenção de ninguém; não haver nenhum tipo de abordagem ou mesmo análise sociológica, a nova estética dos programas de televisão, notadamente o jornalismo. Não estou abordando conteúdo, pois isso demandaria mais tempo e espaço, mas limitando o exposto à realidade que vem sendo constatada há alguns meses. O programa Rede Bahia Revista, da TV Bahia, por exemplo, está fazendo história. Interessante é que apesar disso, ainda não capitalizou em termos de impacto, talvez justamente pelo fato de está sendo uma coisa tão natural, que nem mesmo os críticos de sites, jornais e blogs, ou mesmo os RPs da casa se deram conta.


Pois, pare para pensar que pela primeira vez nas telas baianas três afrodescendentes participam ao mesmo tempo de um programa-chave de uma importante rede de televisão local. Apresentam, debatem e mantêm a liderança no horário. No Rede Bahia Revista estão o conhecido jornalista da área cultural Osmar Martins (Marrom), egresso do jornalismo impresso; a carismática Wanda Chase (que também foi de jornal) e a boa surpresa que é a apresentadora Georgina Mainart. Eles dominam o programa, algo que nunca aconteceu (como diria Lula), na história deste país.


Basta ver que a Globo sempre aproveitou repórteres afrodescendentes, mas jamais em grupo ou como âncora. Lembro da emoção que foi em novembro de 2002 - eu estava de plantão na TV Bahia – quando entrou no ar (o Jornal Nacional estava fazendo 33 anos de criado) na bancada do JN o jornalista negro Heraldo Pereira. Foi uma revolução dentro dos padrões globais. Heraldo, em entrevista a dezenas de jornais, fez questão de dizer que não queria servir como referência histórica e que sempre esteve preparado como profissional. Mas, o foi, mesmo sem ele querer. Estava apresentando o mais importante programa de jornalismo do país.


Mas, não lembro de um grupo de afrodescendentes, como ocorre hoje no Rede Bahia Revista, está participando na pole-position de um programa. Lembro, sim, que num evento reunindo jornalistas, no final dos anos 80 do século passado, se chamava a atenção para a ausência de negros nos programa de TVs regionais. O primeiro a apresentar um programa, esportivo, diga-se de passagem, foi saudoso jornalista Cléo Montalvão, na TV Aratu, quando ela ainda retransmitia a TV Globo, nos anos 70 do século passado. Daí em seguida vieram outros espaçadamente, e outras, notadamente na TV-E a na TV Bahia, a exemplo de Ricardo Mendes (hoje professor e atuando no jornalismo impresso), que conseguiu alcançar posição importante dentro do jornalismo televisivo. Ele passou pelo próprio Rede Bahia Revista, tendo sido em seguida repórter do Jornal Nacional (Globo), e editor-chefe do Núcleo de Rede (TV Globo) na TV Bahia.


É uma situação bastante interessante para esta cidade formada e amalgamada por quase dois milhões de afrodescendentes, quando vemos espaços sendo preenchidos por talentos oriundos deste caldeirão. Ainda mais nos programas jornalísticos das Tvs - e não de mero entretenimento ou de escândalos -, e em posições que podem ser consideradas até mesmo de elite perante a sociedade. E vale dar os parabéns para a TV Bahia. E olha que não se trata de cotas. É qualificação profissional e visão gestora diferenciada.


Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista.

domingo, 12 de outubro de 2008

Vote em mim !!!


O que leva uma pessoa a se candidatar a prefeito de uma cidade, de qualquer porte, é algo a se pensar com muita atenção. O candidato deve ter algum tipo de desvio, não é possível que assim não seja. Em sã consciência, quem gostaria de ser comparado a juiz de futebol ou gastar um dinheirão para se eleger, sabendo que não vai receber de volta e que por mais que se esforce não vai agradar a todos.

O candidato é uma figura digna de estudo dos mais renomados psicólogos do País. Um candidato para conseguir voto bebe na mesma caneca do banguela. Aceita tomar café em copo com o fundo sujo e cheio de borra. Almoça várias vezes no mesmo dia e come de buchada de bode a meninico de carneiro, sem direito a fazer cara feia, mesmo sendo vegetariano.

O candidato come comida sem sal, come comida com muito sal. Come feijoada fria e toma cerveja quente. Come em lata de goiabada fazendo a vez de prato, e tira um cochilo no colchão de onde o dono da casa expulsa Rex e suas pulgas. Aperta mão de cotó, beija criança remelenta e chama de “minha linda” menina que de tão feia o espelho arrebenta. Bate pênalti ou dá o primeiro chute em torneio de futebol dentro do curral.
Candidato bom vai a velório de quem não conhece, nunca ouviu falar e nem sabe quem é, faz discurso tão tocante que até mesmo ele acredita e chora de verdade, deixando filhos e viúva abestalhados de ver e ouvir e vaidosos pela presença tão ilustre num momento de dor. È preciso mostrar que é macho e, portanto, tem de subir no lombo do jegue e participar da corrida.
Tem de matar um boi para acalmar a fome dos alcoolicos. Tem de conviver dentro de casa com todo tipo de gente, que o chama pelo nome, come o que tem no fogão, bebe o que tem na geladeira e ainda mexe com suas filhas. Caras que nunca viu na vida, mas candidato não pode fechar as portas.

Para piorar tem de dar bom dia a maluco, abraço no bêbado e acenar para os desconhecidos, como se fossem amigos de infância. Tem sempre de estar com uns trocados no bolso, pois sempre vai aparecer aquela mãe com a criança no colo pedindo dinheiro pro remédio ou para comprar leite e aproveitar para falar mal do marido ausente.

Coisa ruim de agüentar é carregar nos braços afilhado da hora, e ali mesmo, ter de comprar o enxoval do bebê, pois não basta o candidato ser compadre. Tem de participar. Pior é quando seguram em seu braço e à voz pequena alguém, garante no pé do ouvido, que soube de boca pequena que ele está eleito. E pede um adjutório. Muitos garantem ter milhares de votos e na hora do vamos ver nem ele votou no candidato. Mas não deixou de pegar uma graninha para a gasolina.
Candidato tem de participar de debate em escolinha, vendo que a diretora da escola está feliz com sua presença e a criançada esperando o sinal de ir embora. É preciso ajudar a bater laje, mesmo sabendo que vai ter de se encher de antiinflamatório para diminuir as dores da hérnia de disco.

Tem de pisar na lama e pular cerca. Tem de subir escadas que vão dar no céu e enfrentar cachorro vira-lata. Não pode esquecer de chamar todo mundo pelo nome. Candidato bom tem de ter boa memória.Foi o caso de um candidato que na campanha encontrou um eleitor e perguntou como ia o pai.
- Morreu ano passado – disse consternado.
- Ah! Lembro. Até ajudei no enterro – respondeu o candidato entristecido.
- Não ajudou, não! – Retrucou o eleitor.
- Não lembrava. Mas, sua senhora mãe está viva? – Perguntou o candidato.
- Está – Disse o eleitor.
- Então, assim que ela morrer me ligue para dar o caixão – Pediu o candidato.

sábado, 27 de setembro de 2008

Tempo de Criatividade nas Eleições

Época de eleição, tempos de guerra. Falar a verdade a campanha eleitoral de 2008 está sem graça. Tirando a baixaria o resto é tudo high tech. Bota o candidato no fundo infinito e tome colocar diversas outras imagens (chroma klay). Também, o Tribunal Superior Eleitoral – sabemos que juiz não tem mesmo criatividade e só sabe cumprir o que está escrito; juiz não tem criatividade nem para vender sentença – determinou que os comerciais de quinze ou trinta segundos, que vão ao ar durante o dia todo, não podem ter imagens externas. Então, o máximo que o candidato faz dentro do estúdio é dar uma andadinha, fazer caras e bocas, maquiados, e expor suas propostas ou desqualificar o adversário, coisa das mais antigas.

Entretanto, pelo Brasil afora tem cada candidato que vem dando show de criatividade em seus slogans. Não quero dizer que são pérolas, mas sim, na maioria dos casos, sacadas sacanas, mas que mostram a criatividade do brasileiro em qualquer circunstância. Se é para avacalhar, vamos esculhambar, mas de forma engraçada ou pelo menos fuleira, como veremos a seguir nos seguintes slogans de candidatos à vereador:

Aqui em Minas tem, candidato Tomaz Rola Bosta diz que muda de nome se for eleito; da desentupidora Rola Bosta, tenta pela segunda vez se eleger como vereador.

Bouças, candidato curitibano: - Não vote em malas. Vote em Bouças.

Um candidato gay de Fortaleza: - Vote em quem promete e dá.

Loirona escultural de Santa Catarina: - Eleitor que não é bobo... baba.

Rio Claro tem um candidato chamado Ge: - Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Ge.

Candidato a prefeito de Aracati (CE): - Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.

Em Mogi das Cruzes (SP), tem um candidato chamado Defunto: - Vote em Defunto, porque político bom é político morto.

E um dos mais incríveis vem da Rondônia. O cara tem o nome de Zé Borracha e seu slogan é: - Enfie Borracha na racha da urna.

Valdo Sanduíche, Janu da Combi, Beleza, Álvaro Junior (o Beiço), Loirinho da Pizzaria, Lindomar Já Ouviu Falar, Pingo de Mel, Nego Osvaldo Bilisquete, Cabo Luiz Cadeado, Magal Saque Rápido, Zé Pereba, Vovô do Rock e tantos outros criativos apelidos listados são exemplos de auto-intitulação adotada por candidatos ao cargo de vereador aqui em Belo Horizonte.

É complicado ser candidato, como é mais ainda entender o que se passa na cabeça dos eleitores. O que leva um cara a se candidatar, já sabendo que se for prefeito o salário é uma merreca e vai ter trabalho de endoidecer. Vejo artistas, fazendeiros, empresários, e outros milionários que entram na política dizendo que quebraram.

É claro que temos alguns exemplos de enriquecimento dentro da política, como no caso de alguns vereadores de Belo Horizonte cuja declaração de renda evoluiu mais que crina de cavalo. Mas, a maioria garante que empobreceu ainda mais. Sim. E daí? Se sabia disso foi fazer lá o quê? O povo acha que é mentira.

Outra história da mais hilariante é a briga entre aliados. Outro dia na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a líder de governo Neusinha Santos (PT), e o vice-líder, Paulo Lamac (PT), trocaram trocadilhos no plenário, por divergiram por causa do principal cabo eleitoral do partido: o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Mas é assim mesmo. Época de eleição é sempre tensa. As pessoas ficam nervosas, usam do marketing a todo custo e de todos artifícios para se superarem.

Pode procurar um parente, um amigo, um desconhecido que passe na rua e pergunte o que acham dos políticos. A imagem que passam não é nada boa. Sim. E daí? Daí é que é estranho alguém querer entrar numa profissão pior de que juiz de futebol. Todo mundo acha que político e ladrão é a mesma coisa.

Lembro de um velho com sanha política, que morava lá no bairro Castelo, que fica perto da Toca da Raposa e do zoológico, que vendia cana, cocada a moda picante com gengibre, comprava e vendia garrafa velha e juntava também dinheiro com compra e venda de alumínio, chumbo e cobre.

Quando chegava perto das eleições pegava o dinheiro todo, pegava os bens adquiridos em quatro anos e gastava em feijoadas, santinhos, camisas de times de futebol e até missa na Igreja. Nunca ganhou. Mas, quando perguntava se ele insistiria, na próxima dizia que sim, pois era a única forma de ficar rico.

Morreu pobre no Hospital da Previdência, ali perto do Parque Municipal. Para compensar a gente o chamava de senador. E ele abanava de volta, feliz e sorridente. Acho que foi o único que não roubou.

Também... não deram chance.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A lei seca é uma afronta a democracia


um mês, quando a norma que pretende banir a embriaguez ao volante foi implantada, muitos afirmaram que ela representa a filosofia correta em instrumento inadequado. Um mês depois da entrada em vigor da Lei Seca, as principais capitais brasileiras comemoram a redução de até 60% no número de ocorrências originadas em acidentes no trânsito.

Dados preliminares mostram queda de pelo menos 11,5% nos atendimentos a vítimas de acidentes. Beber e Dirigir sã
o atividades incompatíveis. A embriaguez ao volante responde por parte significativa dos 35 mil óbitos anuais provocados por acidentes de trânsito no país. Diante de tal carnificina, justificam-se medidas duras para evitar a combinação de bebida com direção. Vale lembrar que o motorista intoxicado não coloca apenas a própria vida em risco, mas também a de terceiros. De resto, reduzir os índices máximos de concentração alcoólica tolerada ao volante é uma tendência legislativa verificada em vários países.

Surpreendentemente a lei seca pode pegar. Todos concordam sobre a necessidade de se impor a alcoolemia zero aos condutores, embora muitos a considerem excessivamente rigorosa. Mas poderia ser diferente? O rigor que assusta é o que faz o cidadão pensar duas vezes nas conseqüências. A lei precisa ser defendida até porque os resultados se mostram positivos.

A lei será objeto de ações diretas de inconstitucionalidade, questionada, cidadãos irão recusar a soprar o bafômetro ou ceder sangue para análise laboratorial.

No mais, é sempre oportuno recordar que a alta mortandade do trânsito no Brasil nunca se deveu à falta de leis ou a sanções muito brandas, mas principalmente a pouca fiscalização. De nada adiantará se os irresponsáveis perceberem que nossas cidades e estradas não estão aparelhadas para fiscalizarem os abusos.
(*) - Para quem não sabe, não há nenhuma lei que proíba esta ou aquela droga. Os narcóticos são considerados como tais mediante Portaria Ministerial – ou seja, dispositivo infralegal. A legalização de uma substância depende exclusivamente do Ministro da Saúde, que tem poderes bastantes para fazê-lo sem nem consultar o Presidente da República. Em suma: não é preciso lei alguma para "liberar" qualquer que seja a droga (até as mais pesadas). E não reclamem comigo, a culpa é de Armando Falcão e Ernesto Geisel, signatários da Lei dos Tóxicos.