sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Comidas típicas do Pará

Entre ingredientes utilizados na cozinha do Pará incluem crustáceos como o camarão, o caranguejo e o marisco. Carnes de aves como o pato também são muito apreciadas. Em todos esses alimentos, utiliza-se temperos como coentro, chicória, maniva, pimentas e ervas. 



Alguns pratos são servidos em cuias, em panelas de barro ou até em casulos de folhas de banana. Os assados são feitos em moquéns molhados no tucupi. A cozinha, baseada na cozinha indígena, possui ingredientes exóticos como ovos de diversas aves e até larvas de inseto.

A floresta amazônica - fonte de inspiração para os índios em diversos setores – também originou uma das mais típicas e surpreendentes cozinhas do Brasil. Da natureza rica em ervas, frutos, sabores e cheiros nasceu a gastronomia paraense. É considerada a mais autêntica e exótica do país e responsável por colocar o Pará em destaque no roteiro turístico gastronômico nacional e internacional.

A festa do Círio de Nazaré, considerada o Natal dos paraenses, tem como um dos grandes momentos o almoço do domingo de Círio. Em todos os lares, o almoço do Círio confraterniza as famílias, hóspedes e amigos. É quando a rica culinária paraense pode ser melhor apreciada. Além dos pratos típicos, como o pato no tucupi e a exótica maniçoba, os frutos do mar, da floresta, dos rios e das imensas fazendas paraenses compõem os cardápios: enormes peixes, como o pirarucu, a pescada amarela, o tambaqui, o tucunaré e o filhote, assados inteiros ou em moquecas.

Tem ainda os filés de búfalo da ilha do Marajó; camarões rosados e cinzentos, patas de caranguejo, ostras e sernambis, oriundos da Amazônia Atlântica; delicados cremes e deliciosos sorvetes de frutas variadas – mangas, abacaxis, açaí e também bacuris, cupuaçus e muricis; queijo fresco; tartarugas oriundas dos criatórios artificiais. O Pará herdou a arte portuguesa dos doces, e aplicou-a sobre as frutas amazônicas: as tortas, docinhos e bombons recheados são únicos e deliciosos.

Mandioca
A mandioca na alimentação do paraense tem um papel expressivo. De seu processamento saem o tucupi, a farinha d´água – que acompanha as principais refeições – e o amido, chamado tapioca, usado em diversos pratos e sorvete.



Frutas
As frutas regionais complementam o cardápio. Uma diversidade que pode ser encontrada na Feira do Ver-o-Peso, em Belém, e, de quebra, consumida em doces e sorvetes, compondo maravilhosas sobremesas - um destaque a mais da culinária paraense. Como exemplos, o cupuaçu, o bacuri, o taperebá e a própria manga e o açai, esta muito encontrada em feiras e nas ruas da capital.



O açaí é um dos frutos mais apreciados pelos paraenses e por quem visita o Pará. Dele é extraída uma espécie de suco grosso, de cor arroxeada, não alcoólico. Os paraenses o consomem misturado com farinha d’água ou de tapioca, e geralmente acompanhado de peixe frito, camarão assado, ou alguma outra carne salgada.



Caruru
Herança dos costumes africanos, você pode achar que o caruru tem a cara da Bahia, mas saiba que também é adorado no Pará. O prato é feito com camarões secos e inteiros, quiabo, tempero verde (chicória e alfavaca), farinha seca bem fina e azeite de dendê. Tem consistência de pirão e sabor marcante. É servido com arroz branco e molho de pimenta.

Maniçoba
Outra herança da terra, desta vez uma combinação entre as culturas indígena e portuguesa, a maniçoba é um cozido à base mandioca e carne de porco. Leva paio, mocotó, pé, orelha, toucinho e costelas salgadas. Todos esses ingredientes são misturados a folhas de mandioca-brava, depois de cozidas durante quatro dias, prazo seguro para garantir que o ácido cianídrico, que é tóxico, tenha sido eliminado das folhas. O visual pode não ser o mais atraente, mas o sabor dá conta do recado.

Pato no tucupi
Prato típico do Pará e presença garantida nas festividades do Círio de Nazaré. A carne do pato é servida com jambu (planta que anestesia levemente a boca e a língua) e com tucupi, caldo amarelo de sabor amargo, extraído a partir da fermentação da raiz da mandioca-brava, e que é tóxico quando está cru, mas inofensivo após ser fervido. Acompanham arroz e farinha de mandioca.



Tacacá com tucupi
Caldo de origem indígena que leva camarão seco, jambu, mandioca cozida, pimenta-de-cheiro e tucupi. Consumido fora das refeições principais, em geral no final da tarde, costuma ser servido bem quente, sempre em cuias. Curiosidades: não se diz comer ou beber tacacá, mas tomar. Sua origem é indígena e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.”



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Minhas impressões sobre o Norte



Neste extremo tão desconhecido do Brasil, há lugares bonitos e ricos em cultura. Continuando minha saga de viagens pelo Brasil, chego agora para desbravar os estados do Amapá e Pará.

Ficam aqui as minhas impressões sobre Macapá. Achei a cidade bem espalhada, se você não tiver um carro para se locomover fica difícil, vi poucos ônibus circulando nas ruas, a passagem no coletivo custa R$ 3,30. A avenida principal é a FAB, organizada e tem um bom urbanismo, além de ser bem arborizada, principalmente por mangueiras!

As ruas da cidade são super largas, principalmente as da região central, que também são bem arborizadas, porém Macapá peca no asfalto, você tem que fazer malabarismo para não cair nos inumeros buracos! Sobre a verticalização ainda é bem recente.

A cidade tem algumas praças bem bonitas e grandes, comercio bem centralizado e amplo, com bastante lojas. A orla da cidade é muito extensa, movimentada e bonita! Tem uma razoável estrutura em bares e restaurantes... Vale a pena uma caminhada ao fim da tarde!

Porém é um lugar que esbarra na corrupção, os escândalos com dinheiro público são constantes! Se não fosse isso, talvez fosse uma cidade muito melhor! As coisas são caras também, principalmente alimentação e moradia... No mais achei um lugar simpático!!


O Estado do Amapá e sua Capital Macapá


O estado do Amapá tem uma população de aproximadamente 620.000 habitantes e é dividido em 16 municípios. O Amapá é conhecido também como o Estado mais preservado. Menos de 1% de sua área de 143.453 km2 foi desmatado. Não existe acesso rodoviário ao estado, só fluvial e aeroviário.

Macapá é a maior cidade do estado. Situa-se no sudeste do estado e é a única capital estadual que não possui interligação por rodovia a outras capitais. Além disso, é a única cortada pela linha do Equador e que é localizada às margens do Rio Amazonas.

Macapá tem um potencial enorme para explorar com sucesso seus atrativos turísticos e pelo seu tamanho e seu urbanismo bem traçado, ainda é uma cidade fácil de administrar. Infelizmente a impressão que se tem é que é mais uma cidade nas mãos de gente sem iniciativa, sem carinho pela cidade, que apenas a suga.



A Fortaleza de São José é lindíssima e imponente, ouvindo sua história sabemos como Macapá era moderna na época da construção do forte. É uma tristeza vê-la no estado em que está, mas tive informações de que o IPHAN está prestes a iniciar uma restauração geral novamente (As últimas restaurações aconteceram em 1997 e em 2002).

Creio que o motivo da má fama de Macapá se origina em sua área mais central, o coração do centro, o comércio. Essa região também concentra a maioria dos hotéis (senão todos) e é a área em que os visitantes mais percorrem, logo onde mais "sentem" a cidade. Suas ruas áridas, o esgoto a céu aberto, a poluição visual das inúmeras lojas, a dificuldade para atravessar uma rua e ausência de sinalizações (era uma surpresa ver um semáforo e uma faixa de pedestres nessa região) transmitem uma sensação de cidade sem lei. É uma região realmente mal cuidada e feia, mas a cidade não se resume apenas a isso. Existem outras áreas bem arrumadas, ruas muito largas, limpas e arborizadas, uma mini Belém das mangueiras.  

Nada extraordinário, mas uma cidade gostosa, tranquila e que não merece ser conhecida apenas por adjetivos ruins. Os seus governantes, talvez sim...


Macapá

Cidade mais próxima da foz do Rio Amazonas, a capital do Amapá é cortada pela linha do Equador. Não por acaso, seu principal cartão-postal é o Marco Zero, que divide os hemisférios Norte e Sul e é ponto obrigatório de visitas - por ali, todo mundo sobe no monólito sobre a linha imaginária do Equador e coloca um pé em cada hemisfério.



O acesso à cidade não é dos mais fáceis... só de barco ou avião, vindo de Belém. Mas quem encarar a aventura encontra belas atrações como a Fortaleza de São José do Macapá. Construída em 1782 para proteger o Rio Amazonas, tem 127 mil metros quadrados de edificações internas e muralhas de 15 metros de altura. Em 1950 foi tombada como Patrimônio Histórico.

Na parte externa da construção fica o Parque do Forte, local procurado para caminhadas e piqueniques. Ao longo do espaço, decks panorâmicos descortinam o rio Amazonas. No mês de dezembro, a fortaleza e seus arredores sao alguns dos cenários do Festival Quebramar, um evento cultural que reúne música, teatro, fotografia e arte.



Para apreciar o forte e o rio, a dica é seguir para o "Complexo Beira Rio", formado por trapiches, quiosques, restaurantes e choperias com música ao vivo. Além das opções gastronômicas, a área oferece mezaninos e passarelas a céu aberto, com pista de patins e de cooper.





quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bem vindo aos estados do Pará e Amapá: Ilha de Santana e Santana, AP


Mais uma viagem de trabalho pela MSE, leva-me ao Norte do País, em busca de desafios, informações de consultoria e aventura. Foram 21 dias, 10 cidades, mais de 1.000km em estradas de terra esburacada e enlameada. Os nativos avisaram que alguns trechos seriam praticamente intrafegáveis. O jeito era andar 100km de ônibus, com duração de quase seis horas de viagem. As paradas na estrada que não possui postos de combustíveis, apenas casas de sitiantes que vendem de óleo de combustível a comida. As viagens de Barco por dentro dos Rios demoram horas. Foram mais de 30 horas subindo e descendo os rios que cortam a região.

Não é só a distância que coloca os estados do Norte do País, como uma grande surpresa para quem os conhecem. Essa aventura começou pela Ilha de Marajó, na cidade de Afuá-PA, depois fomos a Capital do Amapá, Macapá visitar duas cidades vizinhas muito distintas: Santana e Ilha de Santana. Nessa aventura de trabalho colocamos a cidade Marabá-PA como um dos polos e daí fomos a São Félix do Xingu, Jacundá, Itupiranga e Cametá. Não deixando de fora à bela e aconchegante capital Belém.

Sabores exóticos, cheiros surpreendentes e ingredientes autênticos, fazem de Belém a capital mais original do Brasil. Essa originalidade está cada vez mais se tornando referência na região norte como polo turístico.


O Pará dispõe de uma abundância de riquezas ambientais e recursos culturais que poderiam servir como base para um forte setor de turismo, mas esse potencial ainda não foi plenamente desenvolvido. O Pará recebe apenas 0,29% do turismo internacional que visita o Brasil. O estado tem mais de 60% da população vivendo na pobreza e 14% em pobreza extrema.


Já o Amapá situado a nordeste da região Norte. Tem como vizinha a Guiana Francesa e o Suriname. A capital é Macapá.  As cidades mais populosas são Macapá e Santana. A economia se baseia na extração da castanha-do-pará, da madeira e na mineração de manganês.

O estado do Amapá tem uma população de aproximadamente 620.000 habitantes e é dividido em 16 municípios. O Amapá é conhecido também como o Estado mais preservado. Menos de 1% de sua área de 143.453 km2 foi desmatado. Não existe acesso rodoviário ao estado, só fluvial e aeroviário.


No ano de 2006 foi descobertas ruínas que parecem ser um observatório astronômico e templo religioso de 2.000 anos de idade, que lembra o complexo Druida de Stonehenge, em Salisbury, sul da Inglaterra; um enorme altar de pedras dispostas em círculo. As ruínas, encontradas no estado do Amapá na região Norte do Brasil é composta de 127 blocos de granito esculpidos, alguns com três metros de altura, distribuídos em intervalos regulares numa clareira da floresta amazônica, a 16 quilômetros do município de Calçoene e a 390 quilômetros de Macapá.

É desconhecida a autoria das construções; as pedras estão dispostas de forma a marcar o solstício de inverno e, em dezembro, o raio solar passa exatamente pelo meio delas, como as pirâmides do Egito, os monólitos de Stonehenge, os totens da Ilha da Páscoa, as construções de Machu Pichu, não se descobriu como as enormes rochas foram transportadas e montadas naquele local.

O interior do Amapá possui diversas reservas indígenas e alguns parques nacionais para preservação da Floresta Equatorial. Passamos por um longo trecho de Reservas Indígenas Açuá e diversas aldeias à beira da estrada. Os índios estavam jogando futebol, pescando, criando gado, cortando lenha, crianças brincando na chuva, enfim, seguindo suas vidas já muito adaptadas a cultura do homem branco, como a maioria dos índios que vemos no sudeste e nordeste do Brasil. Este é o trecho de mata mais preservada, embora em alguns lotes ainda vejamos vestígios de queimadas e de desmatamento. Vai saber se são permitidos ou não.


No entanto, no primeiro trecho da estrada, ainda no asfalto, passamos por muitas fazendas. Trechos desmatados para pasto ainda sem nenhuma cabeça de gado e alguns com plantação dos malditos eucaliptos. Eu fiquei me perguntando, será que é desmatamento recente e ainda estão formando o pasto? Ou será que todos os bois foram vendidos? Tanta mata, tanta riqueza natural reduzida à capim! Impossível não ficar indignado, mas se estão seguindo a lei, será que devo ficar indignado? Duvido que esse desflorestamento à margem de uma BR seja criminoso, então será que devo também achar normal? 

Santana




Conhecer a segunda cidade da Região Metropolitana de Macapá, Santana com quase 150mil habitantes e perceber que em muitos aspectos aproxima-se do que ocorrera com o município de Macapá.

Os primeiros habitantes eram moradores de origem europeia, principalmente portugueses, mestiços vindos do Pará e índios da nação tucujus. Estes últimos vindos de aldeamentos originários do rio Negro. O nome “Santana” é uma homenagem a Nossa Senhora de Sant’Ana, de quem os europeus e seus descendentes, entre eles Francisco Portilho, eram devotos.

A partir da descoberta das jazidas de manganês em Serra do Navio pelo caboclo Mário Cruz e da conseqüente instalação da empresa ICOMI naquele local, no ano de 1956, Santana experimentou um crescimento populacional significativo. Foi o momento também em que teve início a construção da ferrovia Santana/Serra do Navio, com 194 Km de extensão. A principal finalidade era transportar os operários e escoar o carregamento de minério, em virtude da inviabilidade do transporte por via marítima com destino direto aos mercados interno e externo.




Por se tratar de uma cidade portuária, foi construído um cais flutuante que acompanha o movimento das marés, pela sua profundidade e fácil navegabilidade, permitindo assim o acesso de navios cargueiros de grande porte. Foi construído o principal porto de embarque de pinho para exportação e desembarque de navios, contendo produtos importados. É também em Santana que se localiza o Distrito Industrial do Amapá, à margem esquerda do rio Matapi, afluente do rio Amazonas.

Atração Turística





Como atração turística, o porto de embarque e desembarque de produtos importados e cavacos de pinho, o porto flutuante de embarque do manganês pelotizado; a ilha de Santana, que fica do outro lado da cidade e que tem, inclusive, o balneário “Recanto da Aldeia”, é bastante frequentada aos finais de semana, etc.

Na população encontramos também uma grande parcela de jovens e, o que quero ressaltar nestas linhas, a exemplo do que é comum encontrar também pelos interiores, muita gente começa a formar família quando bem jovens mesmo.


Ilha de Santana - AP




A ilha de Santana está separada por um braço do Rio Amazonas, apresenta locais de beleza cênica e tem população em torno de 3 a 5 mil habitantes. A travessia se dá rapidamente por meio de catraias (puc-puc para muitos) encontradas no Porto de Santana, com duração de menos de 10 minutos (para ser exato, é mais ou menos a metade deste tempo... vi no Google Earth que o rio tem a largura, entre a Ilha e o Porto de Santana, em torno de 600 a 800 metros em toda a extensão).  O fluxo das catraias vai até a noite e custa R$1,50 ou pouco mais que isso.

No Porto de Santana encontramos contrastes que não passam despercebidos a qualquer observador, falo como cidadão. É um local de grande importância ao Amapá (que começou a se desenvolver principalmente com as instalações da antiga ICOMI nas décadas de 50, 60...), porta de entrada e saída para vários interiores e com trânsito constante de navios de diferentes lugares.

Em vários pontos, especialmente onde atracam as pequenas embarcações dos ribeirinhos, as condições mostram-se precárias, com vielas sem planejamento, passarelas deterioradas, deposição de resíduos e insalubridade explícita. Estou apenas descrevendo as impressões... Vá lá, conheça e tire suas conclusões. Reconhecendo-se a importância e representatividade do local, seja por ação de qualquer esfera governamental responsável, não deveríamos encontrar um quadro com melhor infraestrutura?


Fora dos holofotes, a Ilha de Santana e o município de Pedra Branca do Amapari, no Amapá, vivem em silêncio um drama causado pelo desmoronamento, no leito do  Rio Amazonas, de boa parte do Porto de Santana, uma área de aproximadamente 17.000 m² (195×95), administrada pela mineradora Anglo American. Na ocasião, três trabalhadores morreram. E três continuam desaparecidos. A tragédia ocorreu em meio à discussão acalorada sobre o Novo Código da Mineração, cujo texto está sendo concluído para ser encaminhado ao Congresso Nacional, em forma de projeto de lei ou medida provisória.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Gouveia e as belas cachoeiras


Situada na região do Alto Jequitinhonha, na Serra do Espinhaço, a cidade de Gouveia possui uma paisagem cercada por montanhas, serras e cachoeiras. Destaque para as serras de Santo Antônio e do Chapéu do Sol e para o córrego do Rio Grande, com sua represa de água morna.

A cidade de Gouveia é o destino ideal para quem gosta de contemplar a natureza e admirar montanhas e fazer caminhadas e travessias. Para quem gosta de experimentar os sabores de minas, a cidade oferece o “Kobú” quitanda feita de fubá receita tradicional dos moradores do município. A música dos seresteiros invade a cidade com seus grupos musicais encantando moradores e visitantes.



Surgiu no século XVIII como arraial, mas se tem informações que este local é mais antigo, pois é referido como povoado no termo do Serro Frio, em 1738, e surgiu nas lavras da viúva Francisca de Gouveia. Em 11 de fevereiro de 1765 é edificada a capela de Santo Antônio de Gouveia, filial da Matriz da Vila do Príncipe. Em 1811 já pertence ao termo de Diamantina, em 7 de abril de 1841 foi o curato elevado a freguesia, com o título de Santo Antônio do Gouveia. Em 13 de novembro de 1873, Gouveia foi elevada à vila criando o município, mas só em 12 de Dezembro 1953, é que foi criado o município desmembrado do de Diamantina, com elevação de Gouveia a cidade, pois anteriormente (1873), os moradores não se interessavam pela causa.

O município apresenta relevo montanhoso, de topos arredondados (mamelonar), condicionado por uma geologia composta por xistos e quartzitos da Serra do Espinhaço. Tem clima tropical úmido, amenizado pela altitude. Apresenta um regime pluviométrico intenso e rede hidrográfica decorrente do Rio Paraunas, que favorece atividades como banhos em cachoeiras (algumas delas são a do Barão, a da Capivara, a do Melo, a do Imbé e a do Barro Preto). O visitante também pode fazer passeios a cavalo e de bicicleta, caminhadas e esportes de aventura pelas serras de Santo Antônio, Salitre e Camelinho.

O patrimônio cultural local é representado pela memória da elite rural e de exploradores de pedras preciosas, mas também pelas tradições populares. Há bandas de música e grupos de serestas, artesanato em cabaças, bordado em ponto casa caiada, danças e folguedos, festas religiosas e profanas e uma culinária representada pela iguaria Cobu, feita à base de fubá e abóbora e assada na folha de bananeira.



Como chegar: Gouveia localiza-se a 50 Km de Diamantina, município do qual se desmembrou, e a 250 km da capital Belo Horizonte. Os principais acessos ao município são pelas rodovias BR-040, BR-135 e BR-259.


Minhas Impressões: Fiquei dois dias na cidade há trabalho, e o que levo desse povo simples, é a comida gostosa ainda feita no fogão de lenha. Nada é melhor ou mais saboroso do que uma comida feita e servida em um velho fogão de lenha. Beleza rara, simplicidade sem igual. Gouveia é uma cidade linda e muito gostosa, tem um amanhecer preguiçoso do tipo de quem está em férias procura.


A Serra da Moeda se destaca pela beleza natural


A Serra da Moeda estende-se por 70 quilômetros ao longo das cidades de Nova Lima, Brumadinho, Itabirito, Belo Vale e Ouro Preto. Apesar disso, a serra é comumente associada à cidade de Moeda. Ela está localizada na Cordilheira do Espinhaço e possui mais de 1700 metros de altitude.

Pelo seu valor histórico e natural, a cidade foi tombada como patrimônio histórico natural de Minas Gerais e o mesmo é planejado para a Serra, que ainda é ameaçada por ocupações sem controle e ações de mineradoras.

A prática de esportes de aventura também é um dos seus principais atrativos. O vôo livre é o principal destaque, a ponto de atrair turistas de diversas partes de Minas Gerais, assim como de outros estados e países. A geografia do local oferece uma rampa natural que é utilizada principalmente para a decolagem de asas-deltas e parapentes. É na Serra da Moeda que é realizada a Copa Minas de vôo livre, um dos principais eventos da categoria no Brasil.

Um dos pontos bacanas da Serra é o restaurante Topo do Mundo, no qual você pode almoçar literalmente nas alturas. Lá é possível se deliciar com uma saborosa refeição, diante de uma vista espetacular do horizonte. 

Seja para se aventurar, seja para descansar, num passeio a dois ou com uma turma de amigos, a Serra da Moeda é uma atração que deve constar no roteiro turístico de quem escolhe a capital mineira para passear. Também oferece possibilidades diversas de experiências culturais e gastronômicas, como a Rota da Cachaça e Inhotim, além de inúmeros restaurantes e pousadas aconchegantes.

A região já abrigou a primeira fábrica clandestina de dinheiro no Brasil, ainda nos tempos de colônia. Hoje, as riquezas da serra são o turismo de um lado e a mineração de outro.



Como Chegar: Pela BR-040, 35 km de Belo Horizonte, após o trevo de Ouro Preto. Asfalto até a rampa (2,5 km). Da BR já se avista o restaurante Topo do Mundo e as antenas de telefonia, onde se localiza a decolagem.




domingo, 12 de maio de 2013

QUEREM ACABAR COM A NOITE DE BH.


A PM, com o apoio da Guarda Municipal, BH Trans, Ministério Publico, sob o comando do Sub Secretário de Defesa Social de MG, cercaram o bairro de Lourdes nesta noite de sexta feira, dia 10.05, dando um tiro no bolso dos proprietários de restaurantes do charmoso bairro da Zona Sul de BH, que é reduto da alta gastronomia e ponto de encontro da sociedade belo-horizontina. No lugar de veículos de passeio, a porta dos principais restaurantes foi ocupada por viaturas policiais com giroflex ligados, reboques da BH Trans e por policiais armados. Os principais quarteirões foram fechados com barricadas que permitiam a entrada, mas impediam a saída, canalizadas para 4 pontos onde foram montadas blitz da lei seca.

O aparato era de guerra e aterrorizou quem chegava nos mais de 40 restaurantes da região. A sensação para quem não sabia era de que havia ali sequestro, assalto a banco ou alguma coisa do gênero. A Rua Santa Catarina, em frente ao tradicional Restaurante A Favorita, foi fechada e os frequentadores foram obrigados a parar longe e seguir a pé. A mesma cena se repetiu em vários pontos de Lourdes no quadrilátero entre as Ruas Rio de Janeiro, Felipe dos Santos, Professor Antonio Aleixo, Thomaz Gonzaga, São Paulo, Curitiba e Alvarenga Peixoto. Impedindo inclusive o serviço de manobristas e privando a liberdade de centenas, talvez milhares de frequentadores que saíram para se divertir ou jantar.

Casais, grupos de amigos, famílias inteiras que foram confraternizar se depararam com o espetáculo cinematográfico sem precedentes na história de BH, deram meia volta, tomaram o rumo de casa e certamente usaram o telefone ou foram para o fogão. Ninguém é contra blitz para pegar os assassinos do trânsito. Mas é inadmissível que o terror seja usado para constranger e levar a bancarrota muitos restaurantes a falência. A atitude fugiu ao principio da razoabilidade. Os restaurantes de Lourdes geram emprego, pagam impostos, estão dentro da legalidade e não podem conviver com tamanho disparate, sob pena de uma quebradeira sem precedentes que já está em curso...

Enquanto centenas de agentes públicos foram mobilizados para aterrorizar um dos locais mais bem frequentados e seguros da cidade, possivelmente, em outros pontos de BH, bandidos agiram a revelia, causando danos muito maiores a sociedade. A cena beirou o absurdo, revelando despreparo e desproporcionalidade sem razão de ser. Belo Horizonte tem na gastronomia e na noite muito mais do que uma tradição, trata-se da nossa principal marca, produto de exportação. É a cidade com a maior concentração de bares e restaurantes percaptamente no Brasil. Com reconhecimento internacional. Administrar o ônus disso exige bom senso, antes da truculência e da demonstração de força desproporcional e desnecessária. Um gesto que nos faz recordar da Ditadura Militar.

A liberdade, a cidadania e o negócio, estão em jogo, por capricho ou despreparo de meia dúzia de iluminados que se acham donos da verdade e do espaço publico, quando deveriam estar correndo atrás de bandidos. É Lei, mas a Lei pode ser aplicada sem prejudicar a cidade e seu principal produto. “O BAR”. Se o Governador e o Prefeito não acordarem, em breve muitos restaurantes no bairro de Lourdes fecharão suas portas, gerando desemprego e prejuízos incalculáveis.

José Aparecido Ribeiro
Consultor em Assuntos Urbanos
Presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da ACMinas
Ex-Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Seção – MG
CRA MG – 0094/94
31-9953-7945