quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Serras e Cachoeiras encantam turistas em Minas Gerais

O maciço do Espinhaço, conhecido como Serra do Garimpo, é uma região de rara beleza que proporciona aos adeptos do ecoturismo, locais adequados para prática de caminhada, ciclismo de montanha e escalada. No mesmo local, a cachoeira da cambota, localizada no córrego São Miguel, forma vários saltos ao longo do seu curso, e possui uma água límpida com temperatura girando em torno de 20ºc, onde, ainda é possível tomar banhos.

Dois belos cenários, que encantam turistas.

A Serra do Garimpo, por exemplo, tem uma vegetação onde predominam campos rupestres e as centenárias Canelas de Ema, que dão ao local uma leitura peculiar com numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores em formas. Recentemente tombado pela UNESCO como reserva da Biosfera, tem em sua formação geológica dobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito.


A Serra da Cambota, assim como a Serra do Garimpo,
possui um ambiente propicio ao turismo, porém muito sensível. Considerada na região como um ponto chave para estudos geológicos, seu subsolo é rico em componentes minerais, classificando como uma área estratégica para o município. Faz parte da matriz de água de Barão de Cocais e em volume é a 2ª mais importante bacia.


No local encontram-se as torres de TV e da Telemar. Além disso, o local oferece vistas panorâmicas, atingindo várias cidades em seu raio de visão. A Serra da Cambota está inserida em um ambiente chamado
Eco tono, que é uma área de transição entre dois biomas, muito importante no clima da cidade. Possui uma fauna exuberante e faz parte do complexo da Serra do Espinhaço.

Como chegar: Barão de Cocais - Distâncias: 101 Km da Capital - Acesso Rodoviário: BR-262 / MG-436 - A Serra e a cachoeira da Cambota localiza-se no córrego São Miguel, a 6 km do centro da cidade, com acesso por estrada de terra. O lugar é reconhecido por sua beleza, com matas, lagos e fauna silvestre, tendo ao fundo a Serra da Cambota, que atinge quase 300 metros de altitude.

Jornalistas: Geraldo Félix de Almeida Jr e Matheus de Azevedo


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Yiwu, a cidade chinesa que é a fonte global de bugigangas e produtos populares

Desde 2008, Antonio Casimiro Lopes atravessou o mundo três vezes para fazer compras em Yiwu, a cidade chinesa que é a fonte global de bugigangas e produtos populares que alimentam as lojas de R$ 1,99 de todo o Brasil e o comércio popular da 25 de Março, em São Paulo. Na mais recente visita, há duas semanas, ele arrematou cerca de mil itens diferentes, que revende a outras lojas por meio de sua atacadista, a Top Tudo.

Os negócios em Yiwu ocorrem dentro de um megashopping center, cujas proporções superam as de muitas cidades pequenas do Brasil. São 4 milhões de metros quadrados, algo como 30 shoppings Iguatemi, com 62 mil boxes, onde circulam diariamente 400 mil pessoas.

Preço baixo e variedade infinita é o que atrai comerciantes de todo o mundo. Com o aumento do consumo popular no Brasil e o câmbio favorável às importações, o número de brasileiros em Yiwu está em alta. No dia 2 de março, havia pelo menos 26 na cidade, vindos de São Paulo, Fortaleza, Recife, Ouro Preto e Indaial (SC).

No ano passado, as exportações de Yiwu para o Brasil atingiram US$ 67,32 milhões, quase o dobro dos US$ 34,35 milhões registrados em 2008, quando 1.802 brasileiros estiveram na cidade. O governo local não tem o número de visitantes brasileiros de 2009, mas o salto nas exportações indica que ele aumentou.

No imenso mercado de Yiwu é possível encontrar de tudo, de algemas para sex shops a imagens religiosas vendidas em Aparecida do Norte, cidade de São Paulo. Entre esses dois extremos, há enfeites, bijuterias, botões, zíperes, artigos para casa, canetas, material para esportes, meias, maquiagem, eletrônicos, bolsas, óculos, relógios, embalagens, canetas, brinquedos, acessórios para roupas, lingerie e inúmeras coisas cuja existência é desconhecida pelo comprador até que ele a vê em Yiwu.

"Adorei, adorei, adorei", repetia o paulista Marco Antonio, que se prepara para fechar sua loja de CDs e DVDs _ "verdadeiros", diz ele, para abrir uma importadora. "O preço é mais baixo do que eu esperava", afirmou o comerciante, na sua primeira visita à China.

Colares podem ser comprados pelo equivalente a R$ 2,00. Os mais sofisticados chegam a R$ 5,20. Brincos custam em torno de R$ 0,50. Cartelas com 12 presilhas de pressão saem a R$ 0,12. Com R$ 10 é possível comprar um carrinho eletrônico com controle remoto que dá cambalhotas para todos os lados. O conjunto de roupão com chinelo atoalhado é levado por R$ 14,50. Echarpe de algodão com fios prateados custa R$ 1,68 e 12 pares de meia soquete feminina saem por R$ 11,70.

Caminho inverso. Fabio Caliman tinha uma loja na 25 de Março e viajou pela primeira vez a Yiwu em 2001. Em 2007, decidiu mudar de lado: deixou o negócio no Brasil e se estabeleceu na cidade chinesa, onde abriu uma empresa, a Skiway, para dar apoio aos brasileiros que vão ao local em busca de produtos populares.

No primeiro ano, teve 30 clientes. O número subiu para 45 em 2008 e 60, em 2009. O começo de 2010 foi promissor: nos primeiros dois meses do ano, Caliman já levou 30 brasileiros a Yiwu. "A nossa moeda está estável, o preço aqui é muito baixo e a variedade é fantástica. Não há nenhum outro lugar no mundo com essas características."

No dia 2 de março, Mauro Eduardo Ricciardi fazia sua quarta viagem a Yiwu em um ano. Sua missão era comprar bijuterias e acessórios femininos para sua rede Mil Opções, que tem 15 lojas no Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão. "Cerca de 30% do que vendemos vêm daqui. O resto vem de São Paulo, de importadoras que também compram aqui", afirmou Ricciardi, que fazia parte de um grupo de 12 brasileiros levados a cidade por Caliman.

Os comerciantes não revelam a margem de lucro com que trabalham, mas especialistas no setor acreditam que gira em torno de 100%. Os compradores ressaltam que têm de pagar os impostos sobre entrada das mercadorias no Brasil e arcar com os custos de operação de seus negócios.


Entre os cerca de mil itens comprados por Casimiro Lopes estava um lote de 14,4 mil bibelôs de resina, feitos à mão em uma fábrica familiar que emprega 60 pessoas. A vendedora informa que elas trabalham de segunda a segunda das 7h30 às 23h e recebem por produção - quanto mais bonequinhos fizerem, mais ganham.

O preço de um bibelô pequeno em Yiwu é de R$ 0,36 e Casimiro Lopes acredita que ele pode ser vendido no atacado no Brasil a R$ 1,70 e, no varejo, a algo entre R$ 2,50 e R$ 3,00.


A maioria esmagadora dos compradores de Yiwu é de chineses de outras regiões do país. Mas, a cada dia, quase 10 mil compradores estrangeiros circulam pelos corredores do mercado. A cidade recebeu no ano passado 320 mil visitantes estrangeiros e exportou US$ 2,14 bilhões para 189 países.


O Brasil aparece em oitavo lugar na lista de principais mercados de Yiwu, depois de Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Espanha, Rússia, Inglaterra e Itália. Outros grandes destinos das exportações são Irã e Índia.


Concorrência reduz margens de lucro Por muito tempo, Yiwu era explorada somente pelos grandes importadores de São Paulo, que se encarregavam de distribuir as mercadorias às lojas da Rua 25 de Março e aos inúmeros negócios populares espalhados pelo Brasil. Mas, há cerca de três nos, comerciantes de todo o País começaram a se aventurar na cidade chinesa, o que aumentou a concorrência e reduziu as margens de lucro dos tradicionais compradores.


Zein Sammour é um dos maiores importadores de mercadorias populares do Brasil e faz compras na ChiChina desde 1996. Há sete anos ele vai a Yiwu, duas vezes por ano. “Nos últimos três anos, aumentou a concorrência”, afirmou Sammour no Hotel Best Western de Yiwu,


Localizado ao lado do mercado e onde se hospeda a maioria dos negociantes estrangeiros. Em sua importadora, tudo vem da China. De lá, Sammour vende para varejistas de todo o Brasil.
O chileno Herbert Tapia morou durante 24 anos em São Paulo e há três anos se mudou para Yiwu, para dar assessoria a brasileiros na cidade.“ Antigamente só vinha gente de São Paulo. Agora, vêm pequenos importadores de todo o Brasil. Qualquer lojinha de R$1,99 faz compras aqui”, disse Tapia.

Dono da loja Fort Tudo, de Fortaleza, Marcílio Fonteles costumava comprar seus produtos de importadoras em São Paulo. Há um ano, foi pela primeira vez a Yiwu. Desde então, já voltou quatro vezes. “Aqui é excelente. Tem preço e variedade”, ressaltou Fonteles, que compra brinquedos, presentes e utilidades domésticas.

José Carlos Bona, dono do Ponto Certo Atacadista, de Indaial (SC), viajou neste mês pela terceira vez a Yiwu. A primeira foi em 2008, mesmo ano em que a rede de varejo e atacadista Arca Mania, de Fortaleza, começou a importar produtos da cidade. “Yiwu agora é o foco”, afirmou Guilherme Pegado, da família dona da empresa.


Segundo Pegado, 40% do que eles vendem é importado da China. Grande parte do restante é de produtos plásticos produzidos em uma fábrica da família.
Outro grande importador de São Paulo, Gerson Góis, da Campineira, vai a Yiwu desde 2002 e, até 2008, costumava visitar a cidade duas vezes por ano.

Agora, vai apenas uma. “Está difícil encontrar novidades e, no nosso segmento, tem de ter novidades”, observou. Segundo ele, também não é raro encontrar no Brasil produtos de Yiwu com preços mais baixos que os oferecidos na cidade chinesa. Marcelo Pereira, que tem importadora e loja em São Paulo e vai de cinco a seis vezes ao ano a Yiwu, também reclamada concorrência. “Há muitos chineses indo para o Brasil e vendendo a preço muito baixo. Alguns estão trabalhando com margem de lucro de apenas 30%.”

Segundo o comerciante Fabio Caliman, muitos chineses conseguem condições mais vantajosas de compras e são do nos de empresas familiares, o que reduz seus custos e permite a oferta de preços mais baixos.

FONTE: O ESTADO DE S. PAULO de 23/03/2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nossa Pequena Notável: a Jabuticaba é 100% Brasileira


Fim de Outubro, novembro é tempo de jabuticabas.

E chegou a época da jabuticaba! Ou seja, chegou a época do Festival da Jabutica de Sabará, um dos mais conhecidos no Brasil, que acontece neste fim de semana.

Redondinha, miúda e escurinha, a jabuticaba já inspirou poetas e compositores. E a fama da fruta não é à toa. De origem brasileira, ela vira receitas que dão água na boca, além de oferecer inúmeros benefícios à saúde.

A polpa é rica em ferro, fósforo e boas doses de niacina e antocianinas, vitaminas que melhoram a digestão e são muito eficientes no combate ao aparecimento de células cancerígenas e tumores.

Prato cheio para quem é fã da fruta e aprecia o sabor do interior. Afinal, na feira montada para o evento são vendidas geléias, bolos, licores e até vinho de jabuticaba!

Ótimo passeio para o fim de semana, não?

Olha aí que interessante!!!

A jabuticaba, nossa pequena notável!!! Fruta 100% brasileira.

Discreta no quintal de nossa casa, ela contém teores espantosos de substâncias protetoras do peito.

Ganha até da uva, e provavelmente do vinho que é festejado no mundo inteiro por evitar infartos.

Você vai conhecer agora uma revelação científica -e das boas - que acaba de cair do pé. Se consumida com a casca e com o caroço, ajuda a regular o intestino, pois é uma excelente fonte de fibras.

(www.turismosabara.com.br.) - Outras informações: (31) 3672-7690

Licor de jabuticaba

essa receita é a da minha Tia lá de Barão de Cocais, da Família Almeida. No caderno que copiei ela estava datada : 1930 e tinha a notação: “muito bom”.

1 prato fundo de jabuticabas
1 copo de cachaça ou álcool de cereais
800 g de açúcar
1 litro de água fervendo

Modo de fazer:
Colocar os ingredientes numa vasilha de vidro ou louça na ordem citada. Depois de frio, tampar com um pano e deixar descansar por uns 30 dias. Coar em papel filtro ou algodão. Engarrafar.
----------------
Fizemos com álcool de cereal e com cachaça, separadamente. A feita com cachaça ficou melhor!

sábado, 13 de novembro de 2010

Presidenta ou presidente: Dilma Rousseff

Durante o processo das eleições, e, principalmente após a definição de quem governará nosso país pelos os próximos quatro anos, surgiram dúvidas de como chamar Dilma Rousseff: Presidenta ou Presidente da República?

Na minha humilde opinião, soa com muito mais “brilho” o uso de “a presidente da república”, mas vamos consultar nosso “pai”, o dicionário Antônio Houaiss, para termos uma definição do significado e escrita:

pre.si.den.te: s.2g 1 quem dirige os trabalhos em um congresso, assembleia, tribunal etc. 2 título oficial do chefe do governo no regime presidencialista 3 título oficial do chefe da nação nas repúblicas parlamentaristas ● GRAM/USO o fem. presidenta tb. é us.

A dúvida já está respondida. O termo “presidenta” pode ser utilizado, porém temos na palavra “presidente” um substantivo comum de dois gêneros (s.2g). Para entendermos, vamos definir como se classificam os gêneros dos substantivos.

Este estudo, dentro da morfologia, é chamado de Flexão de Gênero.

Em português, geralmente a flexão de gênero é feita pela troca de –o por –a o com o acréscimo da vogal –a, no final da palavra:

cozinheiro – cozinheira

doutor – doutora

Cuidado: não se pode confundir o gênero da palavra com o sexo do ser, objeto ou coisa:

o grama (peso) o telefonema a comichão

Substantivos uniformes:

Apresentam uma única forma para os dois gêneros e são classificados em comuns de dois gêneros, epicenos e sobrecomuns.

Substantivos comuns de dois gêneros:

Admitem a mesma forma para o masculino e para o feminino. Para diferenciar seu gênero, colocamos antes ou depois deles um artigo, pronome adjetivo ou adjetivo. Exemplos:

o/a presidente um/uma paciente outro/outra mártir

o/a imigrante este/esta colega novo/nova agente

o/a artista aquele/aquela cliente modelo lindo/linda

É isso, turma! O termo “a presidenta” está gramaticalmente correto, porém, o termo “a presidente” continua sendo mais utilizado dentro das normas cultas de linguagem.

Sem crises com a escrita, pronúncia e, esperamos sinceramente, com o governo da presidente eleita...

Fonte de pesquisa: Gramática em textos - Leila Lauar Saramento - Editora Moderna




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Estado precário de orelhões causa transtornos à população do Rio de Janeiro

Espalhados em grande quantidade por todas as partes da cidade, os telefones públicos, mais conhecidos como orelhões, servem para atender a população e suas necessidades de comunicação. Mas basta andar pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro, que podemos constatar que os mesmos não estão conseguindo atender à demanda dos usuários, devido aos mais diversos tipos de defeitos que apresentam.

Os problemas mais comuns são atos de vandalismo, como fios arrancados, pichações e aparelhos depredados, mas também são encontrados diversos aparelhos com defeito sem apresentar danos aparentes. Além disso, ainda existem aqueles em que o visor apresenta a mensagem “Fora de operação”, os que não apresentam nenhum sinal sonoro e os que não fazem a leitura dos cartões telefônicos.

Esses danos causam sérios transtornos para quem precisa utilizar os serviços de telefonia pública. Em férias no Rio de Janeiro, Michel Cabral, turista residente em Salvador, tentou utilizar seis orelhões nas proximidades do hotel onde estava hospedado, no bairro de Copacabana, sem obter sucesso em nenhum deles. “ Em frente ao hotel tem três orelhões , só que dois estavam com defeito nos leitores de cartão e um depredado. Segui para a esquina mais próxima onde haviam mais três aparelhos e, incrivelmente, nenhum dos três dava sinal. Só consegui falar com a minha mãe em Salvador num orelhão no quarteirão seguinte. Isso é um absurdo, pois pagamos impostos, reclama Cabral. A vendedora ambulante Rosely Santos também reclama da má conservação dos aparelhos. “Nem sempre tenho condições de usar o meu celular, mas para achar um orelhão funcionando aqui por perto tenho que andar muito. Já cheguei até a ter que deixar a minha barraca sozinha para ligar.

De acordo com o setor de reparos da OI, empresa responsável pelos orelhões na cidade, a manutenção dos aparelhos é feita com frequência, mas o principal problema são os atos de vandalismo, que são responsáveis por cerca de 11% dos reparos efetuados por mês.

Segundo o programa de Metas de Qualidade, estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), o prazo para as empresas efetuarem os reparos nos aparelhos com defeito é de até oito horas. Segundo a OI, no ano passado, 99% dos consertos foram efetuados dentro do prazo estabelecido.

(escrito pelo jornalista
Sergio Steiner (MTE 30773-RJ)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma Lição de Fé, Esperança e Coragem em Equipe



Acabou o drama dos 33 mineiros soterrados na mina San José, no Chile. Os mineiros deixaram o local em bom estado de saúde e animados, em meio a momentos de alegria e emoção no reencontro com as famílias após 69 dias de isolamento.

Um momento histórico no mundo. Mais de 1.500 jornalistas no deserto do Atakama acompanhou a recepção de herói que os espera quando chegam ao topo, e não porque fizeram alguma coisa marcada nobre - além de desafiar as probabilidades - mas porque eles nos mostraram que há esperança, mesmo quando o pior parece real.

Florencio Ávalos, 31 anos, foi o primeiro a deixar a mina, às 0H11, do dia 13 de outubro, a bordo da cápsula Fênix 2, que o transportou por um túnel estreito de 622 metros de comprimento. O emotivo abraço que ele deu no filho Byron, de sete anos, que não conseguiu conter as lágrimas. Ávalos foi seguido por Mario Sepúlveda, de 39 anos, que foi o apresentador da maioria dos vídeos divulgados pelos mineiros e que depois do resgate roubou a cena ao presentear as autoridades presentes com pedras trazidas do fundo da mina. Enquanto subia na cápsula, gritava "Viva Chile, merda", sem conseguir esconder toda a animação. E ainda puxou um coro animado em terra: "Viva Chile, Viva Chile". E assim sucessivamente até o último mineiro Luis Urzúa, líder do grupo, que soube manter a calma, ter fé, esperança e resumiu: "Deus faz as coisas por algum objetivo".

O líder de uma equipe sob condições adversas e num contexto de crise como esta, deve antes que tudo contar com a validação de suas capacidades (experiência e formação) por parte da equipe, evidenciando sua capacidade de assumir a liderança além de sua autoridade formal.

"Este é um resgate que não tem comparação na história da humanidade. Nunca antes se havia tentado um resgate assim", comentou o presidente Piñera, que recebeu os quatro primeiros mineiros pessoalmente.

Sinto grande respeito por essa capacidade tão alta de rendimento. É importante recordar que, de início, quando os 33 mineiros foram encontrados com vida, 17 após o acidente, havia muito pouca esperança de que o resgate tivesse êxito. E a operação foi realizada com sucesso muito antes e muito mais rápido do que se havia planejado inicialmente.

Se em família é difícil estabelecer uma relação de harmonia, o que dirá em ambientes de trabalho? As Famílias pouco se encontram, pais e filhos dividem poucas horas de convívio diário, atualmente cada um em seu computador, em sua televisão, em seu mundo individualizado, egoísta e solitário.

O que tiramos de lição nessa história é para refletirmos e voltarmos para a nossa vida, dentro de cada um. Talvez tenhamos que nos reorganizar socialmente para estabelecer uma melhor relação entre as pessoas, entre os familiares, entre os colegas de trabalho. Que a gente aprenda a lição com os Mineiros Chilenos, que foram estrategistas e vitoriosos e deram-nos grandes lições de direção desde 700 metros sob terra.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Falência de uma cidade que eu vi prosperar....

Salvador faliu. Já não há mais como esconder que a crise crônica municipal tornou-se aguda e o município está a um passo do colapso total, o que significa descontrole administrativo, com reflexos nos serviços e até no funcionalismo. E uma crise de origem política, gerada pela incompetência e pelo desatino que marcaram fundo a face desta cidade, no decorrer dos últimos vinte anos ou mais.

O jeito baiano de ser, pelo menos o dos baianos de Salvador, aflorou e se desenvolveu intrinsecamente conectado a uma configuração especial de cidade. E hoje está ameaçado de morte pela degradação dessa mesma cidade, que “perdeu a essência”.

Os desencontros dos prefeitos biônicos com os governadores que os nomearam impuseram a Salvador administrações perversas, descontinuas, carentes de planos urbanísticos, que além de pouco realizarem atrofiaram a máquina administrativa que não acompanhou a explosão urbana da última década.

O que está por trás das barracas de praia?

A derrubada arbitrária e radical das barracas de praia de Salvador tenham a ver com aquela tal lei de 1831, e ainda arrisco dizer que os estabelecimentos demolidos em outras praias que não a Orla da Pituba até Flamengo foram abaixo para parecer que tudo estaria dirigido de forma impacial a todas as barracas da cidade.

Por outro lado, Salvador é hoje administrada com a mesma estrutura e com os mesmos conceitos dos anos 50 e 60. Naquela época, havia uma cidade trepada nas cumeeiras e península itapagipana, habitada pela classe média e pela classe média baixa, que também preferiam os bairros dos Barris, Nazaré, Saúde, Garcia, enquanto Canela, Graça e Barra eram o paraíso da classe média Alta e da Burguesia. Nos anos 60 e 70 Salvador desceu para os vales, empurrada pela revolução do automóvel, cujo parque industrial, incentivado por Juscelino, explodiu no final dos anos 50.

Ao descer para os vales, caminhos naturais para o seu crescimento, a cidade recebeu o impacto do êxodo rural e se favelou, ocupando as encostas e inchando a periferia. Neste exato momento faltou visão administrativa para planificar a ocupação das novas áreas do litoral norte, conquistadas pelas avenidas de vale.

Atualmente a Av. Tacredo Neves é considerada "A avenida paulista baiana" e a tendência de expansão em Salvador é para Av. Paralela. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador não garante a preservação dos remanescentes da Mata Atlântica da Avenida.

As margens da paralela estão uma das mais importantes áreas ambientais da cidade, que abriga espécies em extinção da fauna (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e flora. A Mata Atlântica é um patrimônio natural de todos os moradores porque garante qualidade de vida, não só pelo bem-estar de quem a admira, mas por controlar o clima da cidade, proteger encostas, regular o fluxo dos mananciais hídricos e assegurar a fertilidade do solo. Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica. A Avenida Paralela continua sendo considerada uma área de expansão urbana, o que possibilita que a mata seja suprimida para dar lugar a novos empreendimentos.

Por outro lado, parece que não há alternativa, Salvador precisa ser ocupada para produzir riquezas para que deixe de ser a capital campeã de desemprego no País e a única área livre é a Luís Viana Filho (paralela).

“Estamos longe de ser uma metrópole como São Paulo, mas muito perto de termos um trânsito comparável ao da maior cidade do país. Engarramentos monstruosos, Pistas esburacadas, Violencia e insegurança para todos os lados, Cidade suja e abandonada, Escolas abandonadas, Metrô inacabado (mesmo que seja metade do tamanho original). Enfim, eu sinceramente, não vejo nada a comemorar numa cidade com uma história linda e rica, que já foi a primeira capital deste país. Tenho Fé que o nosso povo mudará,
e o nosso futuro também".
..

(Ah que saudade dos tempos de Antônio Carlos Magalhães e cia...)