quarta-feira, 2 de março de 2011

Caraça, Sombra e Água Fresca

"Desde que se começa a subir a Serra do Caraça, cresce a beleza da paisagem e do alto descobre-se vastíssimo horizonte e depois uma das mais belas cascatas que eu conheço que forma lençóis e tanques e corre em fundo vale, estreitando pelas montanhas. Nunca admirei lugar mais grandiosamente pitoresco... O cruzeiro fulgurava em nossa frente e à esquerda Vênus faiscava quase sobre a montanha. Não posso descrever tanta beleza!" Dom Pedro II.

Para os amantes da natureza que estejam pelas bandas das Minas Gerais, uma ótima opção é passar um agradável fim de semana na Serra do Caraça, que fica a 120 km da capital. O local está localizado no município de Catas Altas e abrange uma área de 11.233 hectares.

É considerado um santuário ecológico, que compreende o complexo arquitetônico de inestimável valor histórico-cultural: o Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens e o antigo colégio setecentista, por onde passaram personalidades importantes da História do Brasil, como os presidentes da República Arthur Bernardes e Afonso Pena.

O Santuário do Caraça foi fundado em 1774 para servir de hospedaria para peregrinos e visitantes que por ali passavam. Fechado durante muitos anos, o Santuário foi reaberto na década de 70 e hoje figura entre os principais pontos turísticos do estado.

Passear pelas matas e trilhas, visitar cachoeiras, piscinas naturais e grutas, são algumas das atividades indispensáveis para quem visita o Caraça. O Parque também abriga espécies animais raras como a onça parda, o quati, o sauá, esquilos e o habitante mais famoso, o lobo-guará, símbolo do Parque. Todas as noites as pessoas se reúnem em círculo em frente à igreja para assistirem a chegada triunfal do lobo que vem em busca de comida. Ali é colocado um recipiente de carne para recepcionar o ilustre visitante. Não dá outra. Ele vem chegando de mansinho e come junto às pessoas, sem ao menos se preocupar com os flashes e com a euforia de todos que querem registrar aquele momento especial.

Por estar em uma área de transição, o parque possui uma vegetação rica, com grande variedade de flores. Elas atraem várias espécies de beija-flor, dentre eles o beija-flor-de-gravatinha, um dos menores do mundo. É um local reconhecido internacionalmente como um dos melhores no Brasil para a observação de pássaros. As matas abrigam lindas bromélias e mais de 200 espécies de orquídeas.

Para alcançar as cachoeiras, cascatas, piscinas naturais e grutas, há trilhas sinalizadas. A mais difícil leva ao Pico do Inficionado (2032m) e a gruta do Centenário, uma das maiores grutas de quartzito do mundo, com 400 m de profundidade e curso d’água com 80 m de desnível.

No restaurante com fogão a lenha, o hóspede pode se fartar da autêntica cozinha mineira: tropeiro e tutu com costelinha, além de contar com deliciosas sobremesas: arroz doce, doce de leite e as compotas de frutas! O interessante no café da manhã é que, cada um a seu modo, pode preparar o seu queijo quente e fritar ovos numa chapa especial, montada no salão central, aquecida pelas brasas de um velho fogão que remetem o visitante ao passado.

História

O Santuário pertence à Província Brasileira da Congregação da Missão e passou a ser uma Reserva Particular do Patrimônio Natural em 1994, consolidando sua vocação religiosa e ecológica.

Em 1968, um incêndio queimou cerca de 10 mil dos 25 mil volumes da biblioteca do colégio. Com o incêndio, o colégio foi fechado. Mais tarde, o prédio foi restaurado e a melhor alternativa encontrada, foi aproveitar o patrimônio natural, histórico e cultural, abrindo a área para visitação pública.

O complexo do Caraça, cuja construção data do século XVII, possui a primeira igreja do Brasil em estilo neo-gótico. Importantes peças históricas podem ser apreciadas, tais como os vitrais franceses doados por D. Pedro II, a relíquia do mártir São Pio, intacta há 200 anos, guardada no Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens (padroeira do Caraça) e o quadro da Santa Ceia, pintado por Manuel da Costa Athaíde. Detalhes de mármore e pedra sabão compõem sua arquitetura e um órgão com 700 tubos, completa sua riqueza.

Informações: A portaria do Parque fecha às 20 horas. Quem quer ficar hospedado no Parque deve fazer reserva com antecedência. É preciso ter cuidado com os choques térmicos nas piscinas naturais e cachoeiras do Caraça. Suas águas muito geladas. A dica é molhar sempre os punhos e nuca antes de entrar.

Hospedagens: O Parque oferece 48 apartamentos que incluem na diária café, almoço e jantar. As cidades de Barão dos Cocais, Catas Altas e de Santa Bárbara ficam a 25 km do Parque e há boas opções de hospedagem. Uma diária para duas pessoas sai em média por R$ 165,00.

Como Chegar: Quem sai do Rio de Janeiro deve pegar a BR-040 até Belo Horizonte. De lá segue-se 120 km pela BR-262 sentido Vitória. Passando a cidade de Barão dos Cocais são mais 25 km de estrada até o Caraça. ( Distante 431km do Rio de Janeiro).

Jornalistas: Geraldo Félix Júnior e Matheus Azevedo

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Inhotim, o maior museu a céu aberto do mundo















É difícil definir o Instituto Inhotim. Quem chamar o local de museu não fará justiça ao imenso jardim botânico e acervo que ele abriga. Quem o descrever como parque poderá afastar o turista interessado nas mais de 600 obras de arte que compõem seu acervo.

Inhotim é um lugar em contínua transformação, onde a arte convive em relação única com a natureza. Situado em Brumadinho, a 65 km de Belo Horizonte (MG), Inhotim ocupa uma área de 96 ha de jardins botânicos com uma extensa coleção de espécies tropicais raras e um acervo artístico de relevância internacional.

Foi idealizado pelo empresário da área da siderurgia Bernardo Paz em meados da década de 1980. No século XIX, a região pertencera a um fazendeiro inglês, o senhor Timothy. Em bom “mineirês”, “senhor Tim” foi derivando para “Nhô Tim”, até que a fazenda ficou conhecida como “Inhotim”. Paz decidiu manter o nome. Em 1985, o empresário recebeu a visita do amigo paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões para os jardins. Desde então, o parque ganhou a maior coleção particular de palmeiras do mundo e um grande espaço destinado a receber obras de arte contemporânea. “Fui criando o acervo e trabalhando os jardins de minha casa”, diz Paz. “Percebi que tudo transcendia a posse individual e ganhava valor como algo que deveria se tornar patrimônio público.” O Instituto abriu as portas em 2006. Após cinco anos, é considerado um dos melhores museus do Brasil.

Não é preciso entender de arte para apreciar Inhotim. A palavra de ordem é interação. Nas visitas panorâmicas, grupos de até 25 visitantes são guiados por três monitores, dois especializados em botânica e um em arte. O acervo está em constante transformação e é interativo de acordo com os interesses dos visitantes. Em setembro, foram inaugurados trabalhos permanentes de Hélio Oiticica, Neville D’Almeida, Miguel Rio Branco, Dominique Gonzalez-Foerster e Rirkrit Tiravanija, além de mostras temporárias de outros nove artistas.

Para chegar às primeiras galerias, passamos por um dos cinco lagos que compõem o cenário. Tudo é limpo, os jardins são bem cuidados, há lixeiras por toda parte, e os funcionários são extremamente atenciosos.

Serviço

Horário de funcionamento: Quarta a sexta das 9h30 às 16h30 / Sábado, domingo e feriados das 9h30 às 17h30.

Ingresso: R$ 16. O instituto aceita cartões de créditos e é possível fazer compras online através do site [http://www.inhotim.org.br]

Acessibilidade

Pessoas com dificuldade de locomoção podem usar o serviço gratuitamente (com direito a um acompanhante). Os demais precisam comprar o serviço à parte; custa R$ 10 e você ganha a pulseirinha que libera o uso das jardineiras que leva você às obras mais distantes.

Como chegar

Inhotim fica nos arredores de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte. Via Nova Lima (trevo do BH Shopping), pela BR 040.

Algumas empresas de turismo organizam um passeio de carro com no mínimo cinco passageiros confirmados. O preço da aventura é de R$ 60 reais.

No fim de semana, o ônibus da Saritur sai da Rodoviária de Belo Horizonte às 9h (chegando às 10h30) e volta às 16h (chegando às 17h30). Recomenda-se comprar a passagem com antecedência. Mais informações 31/3419-1800).

Inhotim na WEB

Visite a página de “como chegar” no site do Inhotim (http://www.inhotim.org.br) — Você encontra mapas para download.

Minha dica

O melhor jeito de visitar Inhotim é ir durante a semana, pernoitando numa pousada da região. Assim você percorre o espaço com calma e menos público. A melhor pousada da região parece ser a Estalagem do Mirante.De lá você pode ainda passar um dia em Ouro Preto ou ir direto para Belo Horizonte curtir os prazeres da capital.

Jornalistas: Geraldo Felix de Almeida Jr e Matheus Azevedo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Serras e Cachoeiras encantam turistas em Minas Gerais

O maciço do Espinhaço, conhecido como Serra do Garimpo, é uma região de rara beleza que proporciona aos adeptos do ecoturismo, locais adequados para prática de caminhada, ciclismo de montanha e escalada. No mesmo local, a cachoeira da cambota, localizada no córrego São Miguel, forma vários saltos ao longo do seu curso, e possui uma água límpida com temperatura girando em torno de 20ºc, onde, ainda é possível tomar banhos.

Dois belos cenários, que encantam turistas.

A Serra do Garimpo, por exemplo, tem uma vegetação onde predominam campos rupestres e as centenárias Canelas de Ema, que dão ao local uma leitura peculiar com numerosas espécies de flores, que formam um singelo mosaico de cores em formas. Recentemente tombado pela UNESCO como reserva da Biosfera, tem em sua formação geológica dobramentos modernos constituídos predominantemente de rochas como gnaisse e granito.


A Serra da Cambota, assim como a Serra do Garimpo,
possui um ambiente propicio ao turismo, porém muito sensível. Considerada na região como um ponto chave para estudos geológicos, seu subsolo é rico em componentes minerais, classificando como uma área estratégica para o município. Faz parte da matriz de água de Barão de Cocais e em volume é a 2ª mais importante bacia.


No local encontram-se as torres de TV e da Telemar. Além disso, o local oferece vistas panorâmicas, atingindo várias cidades em seu raio de visão. A Serra da Cambota está inserida em um ambiente chamado
Eco tono, que é uma área de transição entre dois biomas, muito importante no clima da cidade. Possui uma fauna exuberante e faz parte do complexo da Serra do Espinhaço.

Como chegar: Barão de Cocais - Distâncias: 101 Km da Capital - Acesso Rodoviário: BR-262 / MG-436 - A Serra e a cachoeira da Cambota localiza-se no córrego São Miguel, a 6 km do centro da cidade, com acesso por estrada de terra. O lugar é reconhecido por sua beleza, com matas, lagos e fauna silvestre, tendo ao fundo a Serra da Cambota, que atinge quase 300 metros de altitude.

Jornalistas: Geraldo Félix de Almeida Jr e Matheus de Azevedo


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Yiwu, a cidade chinesa que é a fonte global de bugigangas e produtos populares

Desde 2008, Antonio Casimiro Lopes atravessou o mundo três vezes para fazer compras em Yiwu, a cidade chinesa que é a fonte global de bugigangas e produtos populares que alimentam as lojas de R$ 1,99 de todo o Brasil e o comércio popular da 25 de Março, em São Paulo. Na mais recente visita, há duas semanas, ele arrematou cerca de mil itens diferentes, que revende a outras lojas por meio de sua atacadista, a Top Tudo.

Os negócios em Yiwu ocorrem dentro de um megashopping center, cujas proporções superam as de muitas cidades pequenas do Brasil. São 4 milhões de metros quadrados, algo como 30 shoppings Iguatemi, com 62 mil boxes, onde circulam diariamente 400 mil pessoas.

Preço baixo e variedade infinita é o que atrai comerciantes de todo o mundo. Com o aumento do consumo popular no Brasil e o câmbio favorável às importações, o número de brasileiros em Yiwu está em alta. No dia 2 de março, havia pelo menos 26 na cidade, vindos de São Paulo, Fortaleza, Recife, Ouro Preto e Indaial (SC).

No ano passado, as exportações de Yiwu para o Brasil atingiram US$ 67,32 milhões, quase o dobro dos US$ 34,35 milhões registrados em 2008, quando 1.802 brasileiros estiveram na cidade. O governo local não tem o número de visitantes brasileiros de 2009, mas o salto nas exportações indica que ele aumentou.

No imenso mercado de Yiwu é possível encontrar de tudo, de algemas para sex shops a imagens religiosas vendidas em Aparecida do Norte, cidade de São Paulo. Entre esses dois extremos, há enfeites, bijuterias, botões, zíperes, artigos para casa, canetas, material para esportes, meias, maquiagem, eletrônicos, bolsas, óculos, relógios, embalagens, canetas, brinquedos, acessórios para roupas, lingerie e inúmeras coisas cuja existência é desconhecida pelo comprador até que ele a vê em Yiwu.

"Adorei, adorei, adorei", repetia o paulista Marco Antonio, que se prepara para fechar sua loja de CDs e DVDs _ "verdadeiros", diz ele, para abrir uma importadora. "O preço é mais baixo do que eu esperava", afirmou o comerciante, na sua primeira visita à China.

Colares podem ser comprados pelo equivalente a R$ 2,00. Os mais sofisticados chegam a R$ 5,20. Brincos custam em torno de R$ 0,50. Cartelas com 12 presilhas de pressão saem a R$ 0,12. Com R$ 10 é possível comprar um carrinho eletrônico com controle remoto que dá cambalhotas para todos os lados. O conjunto de roupão com chinelo atoalhado é levado por R$ 14,50. Echarpe de algodão com fios prateados custa R$ 1,68 e 12 pares de meia soquete feminina saem por R$ 11,70.

Caminho inverso. Fabio Caliman tinha uma loja na 25 de Março e viajou pela primeira vez a Yiwu em 2001. Em 2007, decidiu mudar de lado: deixou o negócio no Brasil e se estabeleceu na cidade chinesa, onde abriu uma empresa, a Skiway, para dar apoio aos brasileiros que vão ao local em busca de produtos populares.

No primeiro ano, teve 30 clientes. O número subiu para 45 em 2008 e 60, em 2009. O começo de 2010 foi promissor: nos primeiros dois meses do ano, Caliman já levou 30 brasileiros a Yiwu. "A nossa moeda está estável, o preço aqui é muito baixo e a variedade é fantástica. Não há nenhum outro lugar no mundo com essas características."

No dia 2 de março, Mauro Eduardo Ricciardi fazia sua quarta viagem a Yiwu em um ano. Sua missão era comprar bijuterias e acessórios femininos para sua rede Mil Opções, que tem 15 lojas no Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão. "Cerca de 30% do que vendemos vêm daqui. O resto vem de São Paulo, de importadoras que também compram aqui", afirmou Ricciardi, que fazia parte de um grupo de 12 brasileiros levados a cidade por Caliman.

Os comerciantes não revelam a margem de lucro com que trabalham, mas especialistas no setor acreditam que gira em torno de 100%. Os compradores ressaltam que têm de pagar os impostos sobre entrada das mercadorias no Brasil e arcar com os custos de operação de seus negócios.


Entre os cerca de mil itens comprados por Casimiro Lopes estava um lote de 14,4 mil bibelôs de resina, feitos à mão em uma fábrica familiar que emprega 60 pessoas. A vendedora informa que elas trabalham de segunda a segunda das 7h30 às 23h e recebem por produção - quanto mais bonequinhos fizerem, mais ganham.

O preço de um bibelô pequeno em Yiwu é de R$ 0,36 e Casimiro Lopes acredita que ele pode ser vendido no atacado no Brasil a R$ 1,70 e, no varejo, a algo entre R$ 2,50 e R$ 3,00.


A maioria esmagadora dos compradores de Yiwu é de chineses de outras regiões do país. Mas, a cada dia, quase 10 mil compradores estrangeiros circulam pelos corredores do mercado. A cidade recebeu no ano passado 320 mil visitantes estrangeiros e exportou US$ 2,14 bilhões para 189 países.


O Brasil aparece em oitavo lugar na lista de principais mercados de Yiwu, depois de Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Espanha, Rússia, Inglaterra e Itália. Outros grandes destinos das exportações são Irã e Índia.


Concorrência reduz margens de lucro Por muito tempo, Yiwu era explorada somente pelos grandes importadores de São Paulo, que se encarregavam de distribuir as mercadorias às lojas da Rua 25 de Março e aos inúmeros negócios populares espalhados pelo Brasil. Mas, há cerca de três nos, comerciantes de todo o País começaram a se aventurar na cidade chinesa, o que aumentou a concorrência e reduziu as margens de lucro dos tradicionais compradores.


Zein Sammour é um dos maiores importadores de mercadorias populares do Brasil e faz compras na ChiChina desde 1996. Há sete anos ele vai a Yiwu, duas vezes por ano. “Nos últimos três anos, aumentou a concorrência”, afirmou Sammour no Hotel Best Western de Yiwu,


Localizado ao lado do mercado e onde se hospeda a maioria dos negociantes estrangeiros. Em sua importadora, tudo vem da China. De lá, Sammour vende para varejistas de todo o Brasil.
O chileno Herbert Tapia morou durante 24 anos em São Paulo e há três anos se mudou para Yiwu, para dar assessoria a brasileiros na cidade.“ Antigamente só vinha gente de São Paulo. Agora, vêm pequenos importadores de todo o Brasil. Qualquer lojinha de R$1,99 faz compras aqui”, disse Tapia.

Dono da loja Fort Tudo, de Fortaleza, Marcílio Fonteles costumava comprar seus produtos de importadoras em São Paulo. Há um ano, foi pela primeira vez a Yiwu. Desde então, já voltou quatro vezes. “Aqui é excelente. Tem preço e variedade”, ressaltou Fonteles, que compra brinquedos, presentes e utilidades domésticas.

José Carlos Bona, dono do Ponto Certo Atacadista, de Indaial (SC), viajou neste mês pela terceira vez a Yiwu. A primeira foi em 2008, mesmo ano em que a rede de varejo e atacadista Arca Mania, de Fortaleza, começou a importar produtos da cidade. “Yiwu agora é o foco”, afirmou Guilherme Pegado, da família dona da empresa.


Segundo Pegado, 40% do que eles vendem é importado da China. Grande parte do restante é de produtos plásticos produzidos em uma fábrica da família.
Outro grande importador de São Paulo, Gerson Góis, da Campineira, vai a Yiwu desde 2002 e, até 2008, costumava visitar a cidade duas vezes por ano.

Agora, vai apenas uma. “Está difícil encontrar novidades e, no nosso segmento, tem de ter novidades”, observou. Segundo ele, também não é raro encontrar no Brasil produtos de Yiwu com preços mais baixos que os oferecidos na cidade chinesa. Marcelo Pereira, que tem importadora e loja em São Paulo e vai de cinco a seis vezes ao ano a Yiwu, também reclamada concorrência. “Há muitos chineses indo para o Brasil e vendendo a preço muito baixo. Alguns estão trabalhando com margem de lucro de apenas 30%.”

Segundo o comerciante Fabio Caliman, muitos chineses conseguem condições mais vantajosas de compras e são do nos de empresas familiares, o que reduz seus custos e permite a oferta de preços mais baixos.

FONTE: O ESTADO DE S. PAULO de 23/03/2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Nossa Pequena Notável: a Jabuticaba é 100% Brasileira


Fim de Outubro, novembro é tempo de jabuticabas.

E chegou a época da jabuticaba! Ou seja, chegou a época do Festival da Jabutica de Sabará, um dos mais conhecidos no Brasil, que acontece neste fim de semana.

Redondinha, miúda e escurinha, a jabuticaba já inspirou poetas e compositores. E a fama da fruta não é à toa. De origem brasileira, ela vira receitas que dão água na boca, além de oferecer inúmeros benefícios à saúde.

A polpa é rica em ferro, fósforo e boas doses de niacina e antocianinas, vitaminas que melhoram a digestão e são muito eficientes no combate ao aparecimento de células cancerígenas e tumores.

Prato cheio para quem é fã da fruta e aprecia o sabor do interior. Afinal, na feira montada para o evento são vendidas geléias, bolos, licores e até vinho de jabuticaba!

Ótimo passeio para o fim de semana, não?

Olha aí que interessante!!!

A jabuticaba, nossa pequena notável!!! Fruta 100% brasileira.

Discreta no quintal de nossa casa, ela contém teores espantosos de substâncias protetoras do peito.

Ganha até da uva, e provavelmente do vinho que é festejado no mundo inteiro por evitar infartos.

Você vai conhecer agora uma revelação científica -e das boas - que acaba de cair do pé. Se consumida com a casca e com o caroço, ajuda a regular o intestino, pois é uma excelente fonte de fibras.

(www.turismosabara.com.br.) - Outras informações: (31) 3672-7690

Licor de jabuticaba

essa receita é a da minha Tia lá de Barão de Cocais, da Família Almeida. No caderno que copiei ela estava datada : 1930 e tinha a notação: “muito bom”.

1 prato fundo de jabuticabas
1 copo de cachaça ou álcool de cereais
800 g de açúcar
1 litro de água fervendo

Modo de fazer:
Colocar os ingredientes numa vasilha de vidro ou louça na ordem citada. Depois de frio, tampar com um pano e deixar descansar por uns 30 dias. Coar em papel filtro ou algodão. Engarrafar.
----------------
Fizemos com álcool de cereal e com cachaça, separadamente. A feita com cachaça ficou melhor!

sábado, 13 de novembro de 2010

Presidenta ou presidente: Dilma Rousseff

Durante o processo das eleições, e, principalmente após a definição de quem governará nosso país pelos os próximos quatro anos, surgiram dúvidas de como chamar Dilma Rousseff: Presidenta ou Presidente da República?

Na minha humilde opinião, soa com muito mais “brilho” o uso de “a presidente da república”, mas vamos consultar nosso “pai”, o dicionário Antônio Houaiss, para termos uma definição do significado e escrita:

pre.si.den.te: s.2g 1 quem dirige os trabalhos em um congresso, assembleia, tribunal etc. 2 título oficial do chefe do governo no regime presidencialista 3 título oficial do chefe da nação nas repúblicas parlamentaristas ● GRAM/USO o fem. presidenta tb. é us.

A dúvida já está respondida. O termo “presidenta” pode ser utilizado, porém temos na palavra “presidente” um substantivo comum de dois gêneros (s.2g). Para entendermos, vamos definir como se classificam os gêneros dos substantivos.

Este estudo, dentro da morfologia, é chamado de Flexão de Gênero.

Em português, geralmente a flexão de gênero é feita pela troca de –o por –a o com o acréscimo da vogal –a, no final da palavra:

cozinheiro – cozinheira

doutor – doutora

Cuidado: não se pode confundir o gênero da palavra com o sexo do ser, objeto ou coisa:

o grama (peso) o telefonema a comichão

Substantivos uniformes:

Apresentam uma única forma para os dois gêneros e são classificados em comuns de dois gêneros, epicenos e sobrecomuns.

Substantivos comuns de dois gêneros:

Admitem a mesma forma para o masculino e para o feminino. Para diferenciar seu gênero, colocamos antes ou depois deles um artigo, pronome adjetivo ou adjetivo. Exemplos:

o/a presidente um/uma paciente outro/outra mártir

o/a imigrante este/esta colega novo/nova agente

o/a artista aquele/aquela cliente modelo lindo/linda

É isso, turma! O termo “a presidenta” está gramaticalmente correto, porém, o termo “a presidente” continua sendo mais utilizado dentro das normas cultas de linguagem.

Sem crises com a escrita, pronúncia e, esperamos sinceramente, com o governo da presidente eleita...

Fonte de pesquisa: Gramática em textos - Leila Lauar Saramento - Editora Moderna




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Estado precário de orelhões causa transtornos à população do Rio de Janeiro

Espalhados em grande quantidade por todas as partes da cidade, os telefones públicos, mais conhecidos como orelhões, servem para atender a população e suas necessidades de comunicação. Mas basta andar pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro, que podemos constatar que os mesmos não estão conseguindo atender à demanda dos usuários, devido aos mais diversos tipos de defeitos que apresentam.

Os problemas mais comuns são atos de vandalismo, como fios arrancados, pichações e aparelhos depredados, mas também são encontrados diversos aparelhos com defeito sem apresentar danos aparentes. Além disso, ainda existem aqueles em que o visor apresenta a mensagem “Fora de operação”, os que não apresentam nenhum sinal sonoro e os que não fazem a leitura dos cartões telefônicos.

Esses danos causam sérios transtornos para quem precisa utilizar os serviços de telefonia pública. Em férias no Rio de Janeiro, Michel Cabral, turista residente em Salvador, tentou utilizar seis orelhões nas proximidades do hotel onde estava hospedado, no bairro de Copacabana, sem obter sucesso em nenhum deles. “ Em frente ao hotel tem três orelhões , só que dois estavam com defeito nos leitores de cartão e um depredado. Segui para a esquina mais próxima onde haviam mais três aparelhos e, incrivelmente, nenhum dos três dava sinal. Só consegui falar com a minha mãe em Salvador num orelhão no quarteirão seguinte. Isso é um absurdo, pois pagamos impostos, reclama Cabral. A vendedora ambulante Rosely Santos também reclama da má conservação dos aparelhos. “Nem sempre tenho condições de usar o meu celular, mas para achar um orelhão funcionando aqui por perto tenho que andar muito. Já cheguei até a ter que deixar a minha barraca sozinha para ligar.

De acordo com o setor de reparos da OI, empresa responsável pelos orelhões na cidade, a manutenção dos aparelhos é feita com frequência, mas o principal problema são os atos de vandalismo, que são responsáveis por cerca de 11% dos reparos efetuados por mês.

Segundo o programa de Metas de Qualidade, estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), o prazo para as empresas efetuarem os reparos nos aparelhos com defeito é de até oito horas. Segundo a OI, no ano passado, 99% dos consertos foram efetuados dentro do prazo estabelecido.

(escrito pelo jornalista
Sergio Steiner (MTE 30773-RJ)